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Política

Fraga diz que não vai assumir Fazenda em eventual Governo Temer

Ele e o vice-presidente jantaram junto ontem (18), em São Paulo.

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-RJ) e o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga jantaram juntos ontem (18) à noite em São Paulo, na casa do ex-deputado e amigo de Temer, José Yunes. O jantar teve a presença do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e de lideranças do PMDB. As informações são do ‘Globo’.

Mesmo ainda faltando ser julgado no Senado o processo que pede a cassação de Dilma, Temer já está articulando medidas para um eventual novo governo, entre elas, a divisão de cargos. Para o ministério da Fazenda, o nome cotado é de Fraga, que também foi cotado por Aécio caso tivesse vencido as eleições de 2014. Porém, segundo interlocutores, Fraga descartou a possibilidade dele comandar a pasta, mas disse que está disposto a ajudar, de fora.

Imagem: Puc-RioArmínio Fraga(Imagem:Puc-Rio)Armínio Fraga

Ainda segundo o ‘Globo’, o vice também se reuniu mais cedo, com o ex-ministro da Aviação Civil no Governo Dilma, Moreira Franco (PMDB-RJ) e com o ex-porta-voz da petista, Thomas Traumann.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves resolveram que o PSDB não indicará nomes para cargos em um eventual governo de Temer. Mas que o partido pode ficar do lado de PMDB caso haja compromisso com a Operação Lava Jato, com o enxugamento da máquina pública e com as reformas política e previdenciária. O tucano também afirmou que a legenda pode ter uma candidatura própria em 2018.

Julgamento no Senado
A abertura do processo de impeachment contra a presidente foi aprovada ontem por 367 deputados da Câmara Federal no último domingo (17). Agora, o texto segue para o Senado que deve formar uma Comissão Especial com 21 senadores titulares e 21 suplentes até o dia 19 de abril para a elaboração de um parecer sobre o caso.

A Comissão, por sua vez, tem até dez dias úteis para apresentar e votar um parecer favorável ou contrário ao impeachment. O prazo se encerra dia cinco de maio. No mesmo dia, deve ser feita a leitura do documento em plenário e aberto o prazo de dois dias para ser votado.

A votação do relatório deve acontecer entre os dias 10 e 11 de maio. Se o texto for aprovado por 41 dos 81 senadores (maioria simples), Dilma é afastada do cargo por até 180 dias para o julgamento final, onde então deve ter no mínimo dois terços do total de votos favoráveis para a cassação da presidente, que equivale a 54 senadores. A partir daí, quem assume a governança do país até as próximas eleições é o vice-presidente, Michel Temer. Porém, se ela for absolvida, reassume imediatamente o mandato.

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