De acordo com um levantamento diário feito pelo ‘Estadão’, dos 81 senadores, 46 são a favor do impeachment, 20 são contra, dez não quiseram responder e cinco continuam indecisos. Raimundo Lira mudou o voto para “indeciso” após ser indicado para presidir a Comissão, ele havia declarado apoio à cassação de Dilma.
Dos três senadores piauienses, cada um tem uma intenção de voto diferente. O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira é favorável ao processo e a presidente do PT no Estado, Regina Sousa é contra. Já o ex-prefeito de Teresina, Elmano Férrer do PTB ainda não declarou seu voto.
Processo de impeachment
Após a aprovação da abertura do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados no último domingo (17), o processo será agora analisado e julgado pelo Senado Federal. Os 81 senadores terão que analisar se aprovam ou não o afastamento da petista.
Segundo informações da ‘Agência Brasil’, a votação pode ser realizada na primeira quinzena de maio. Na última terça-feira (19), o documento foi lido em plenário e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) pediu aos líderes partidários que indicassem o nome de 42 senadores (21 titulares e 21 suplentes) para fazer parte da Comissão Especial. Porém, a eleição só deve ocorrer na próxima segunda-feira (25). Na terça (26), será a instalação oficial do colegiado, assim como a escolha do presidente, vice e relator do caso.
O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) foi indicado pelo líder do PMDB, senador Eunício Oliveira (CE), na última quarta-feira (20) para presidir a Comissão. Já para relator, foi indicado o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). O prazo para indicações termina hoje.
Após a instalação da Comissão, começa a contar os dez dias úteis para que o relator apresente um parecer sobre a admissibilidade da abertura do processo que deve ser enviado ao plenário, e a maioria simples decide se aceita ou não o relatório. Nesta fase, ainda não está decidido se Dilma poderá fazer uma defesa prévia. No caso de Collor, em 1992 não houve e em apenas duas horas, foi votado o parecer.
Depois, o documento é votado por todos os senadores, que decidirão se concordam ou não com a instauração do processo. Se for aprovado por maioria simples, equivalente a 41 senadores, a presidente será afastada por até 180 dias para o julgamento final. Para que ela perca de vez o mandato e fique proibida de assumir qualquer cargo público por oito anos, é necessário que 54 (dois terços do total) votem a favor da cassação. Com isso, quem assume a presidência é o vice Michel Temer (PMDB) até 2017. Porém se for rejeitado, ela reassume imediatamente o cargo. A sessão final do julgamento será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que o rito do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff deverá seguir o mesmo procedimento de 1992 usado no processo de cassação do ex-presidente Fernando Collor de Mello, conforme foi decidido em plenário.
Confira os nomes indicados para compor a Comissão Especial do Impeachment no Senado, segundo o ‘G1’:
PMDB (5 vagas)
–Titulares: Raimundo Lira (MA), Rose de Freitas (ES), Simone Tebet (MS), José Maranhão (PB) e Waldemir Moka (MS);
–Suplentes: Hélio José (DF), Marta Suplicy (SP), Garibaldi Alves (RN), João Alberto Souza (MA), Dário Berger (SC);
Bloco da oposição (PSDB, DEM e PV - 4 vagas)
–Titulares: Aloysio Nunes (PSDB-SP), Antônio Anastasia (PSDB-MG), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Ronaldo Caiado (DEM-GO);
–Suplentes: Tasso Jereissati (PSDB-CE), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Paulo Bauer (PSDB-SC), Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Bloco Moderador (PTB, PR, PSC, PRB e PTC – 2 vagas)
–Titulares: Wellington Fagundes (PR-MT) e Zezé Perrella (PTB-MG);
–Suplentes: Eduardo Amorim (PSC-SE), Magno Malta (PR-ES)
Bloco Democracia Progressista (PP e PSD – 3 vagas)
–Titulares: José Medeiros (PSD-MT), Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Gladson Cameli (PP-AC);
–Suplentes: Otto Alencar (PSD-BA), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Wilder Moraes (PP-GO);
Bloco socialismo e democracia (PSB, PPS, PCdoB e Rede – 3 vagas)
–Titulares: Fernando Bezerra (PSB-PE), Romário (PSB-RJ) e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM);
–Suplentes: Roberto Rocha (PSB-MA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Cristovam Buarque (PPS-DF);
Não indicados oficialmente:
Bloco de Apoio ao Governo (PT e PDT – 4 vagas)
–Titulares: Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), José Pimentel (PT-CE) e
Telmário Mota (PDT-RR);
–Suplentes: Humberto Costa (PT-PE), Fátima Bezerra (PT-RN), Acir Gurgacz (PDT-RO)
e João Capiberibe (PSB-AP)*
*O PT cedeu uma vaga de suplência ao PSB.
Dos três senadores piauienses, cada um tem uma intenção de voto diferente. O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira é favorável ao processo e a presidente do PT no Estado, Regina Sousa é contra. Já o ex-prefeito de Teresina, Elmano Férrer do PTB ainda não declarou seu voto.
Imagem: Rondonia ao vivo
Presidente Dilma Rousseff
Presidente Dilma RousseffProcesso de impeachment
Após a aprovação da abertura do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados no último domingo (17), o processo será agora analisado e julgado pelo Senado Federal. Os 81 senadores terão que analisar se aprovam ou não o afastamento da petista.
Segundo informações da ‘Agência Brasil’, a votação pode ser realizada na primeira quinzena de maio. Na última terça-feira (19), o documento foi lido em plenário e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) pediu aos líderes partidários que indicassem o nome de 42 senadores (21 titulares e 21 suplentes) para fazer parte da Comissão Especial. Porém, a eleição só deve ocorrer na próxima segunda-feira (25). Na terça (26), será a instalação oficial do colegiado, assim como a escolha do presidente, vice e relator do caso.
O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) foi indicado pelo líder do PMDB, senador Eunício Oliveira (CE), na última quarta-feira (20) para presidir a Comissão. Já para relator, foi indicado o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). O prazo para indicações termina hoje.
Após a instalação da Comissão, começa a contar os dez dias úteis para que o relator apresente um parecer sobre a admissibilidade da abertura do processo que deve ser enviado ao plenário, e a maioria simples decide se aceita ou não o relatório. Nesta fase, ainda não está decidido se Dilma poderá fazer uma defesa prévia. No caso de Collor, em 1992 não houve e em apenas duas horas, foi votado o parecer.
Depois, o documento é votado por todos os senadores, que decidirão se concordam ou não com a instauração do processo. Se for aprovado por maioria simples, equivalente a 41 senadores, a presidente será afastada por até 180 dias para o julgamento final. Para que ela perca de vez o mandato e fique proibida de assumir qualquer cargo público por oito anos, é necessário que 54 (dois terços do total) votem a favor da cassação. Com isso, quem assume a presidência é o vice Michel Temer (PMDB) até 2017. Porém se for rejeitado, ela reassume imediatamente o cargo. A sessão final do julgamento será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que o rito do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff deverá seguir o mesmo procedimento de 1992 usado no processo de cassação do ex-presidente Fernando Collor de Mello, conforme foi decidido em plenário.
Confira os nomes indicados para compor a Comissão Especial do Impeachment no Senado, segundo o ‘G1’:
PMDB (5 vagas)
–Titulares: Raimundo Lira (MA), Rose de Freitas (ES), Simone Tebet (MS), José Maranhão (PB) e Waldemir Moka (MS);
–Suplentes: Hélio José (DF), Marta Suplicy (SP), Garibaldi Alves (RN), João Alberto Souza (MA), Dário Berger (SC);
Bloco da oposição (PSDB, DEM e PV - 4 vagas)
–Titulares: Aloysio Nunes (PSDB-SP), Antônio Anastasia (PSDB-MG), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Ronaldo Caiado (DEM-GO);
–Suplentes: Tasso Jereissati (PSDB-CE), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Paulo Bauer (PSDB-SC), Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Bloco Moderador (PTB, PR, PSC, PRB e PTC – 2 vagas)
–Titulares: Wellington Fagundes (PR-MT) e Zezé Perrella (PTB-MG);
–Suplentes: Eduardo Amorim (PSC-SE), Magno Malta (PR-ES)
Bloco Democracia Progressista (PP e PSD – 3 vagas)
–Titulares: José Medeiros (PSD-MT), Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Gladson Cameli (PP-AC);
–Suplentes: Otto Alencar (PSD-BA), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Wilder Moraes (PP-GO);
Bloco socialismo e democracia (PSB, PPS, PCdoB e Rede – 3 vagas)
–Titulares: Fernando Bezerra (PSB-PE), Romário (PSB-RJ) e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM);
–Suplentes: Roberto Rocha (PSB-MA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Cristovam Buarque (PPS-DF);
Não indicados oficialmente:
Bloco de Apoio ao Governo (PT e PDT – 4 vagas)
–Titulares: Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), José Pimentel (PT-CE) e
Telmário Mota (PDT-RR);
–Suplentes: Humberto Costa (PT-PE), Fátima Bezerra (PT-RN), Acir Gurgacz (PDT-RO)
e João Capiberibe (PSB-AP)*
*O PT cedeu uma vaga de suplência ao PSB.
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