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Política

Marina Silva lança campanha por nova eleição presidencial

A campanha "Nem Dilma Nem Temer, Nova Eleição é a Solução" foi proposta ao TSE.

A Rede de Sustentabilidade, partido da ex-presidenciável Marina Silva (AC), lançou na terça-feira (05), a campanha “Nem Dilma Nem Temer, Nova Eleição é a Solução”, que defende a realização de uma nova eleição presidencial no Brasil.

Imagem: Elza Fiuza/Agência BrasilMarina Silva(Imagem:Elza Fiuza/Agência Brasil)Marina Silva

A campanha pede a cassação da atual chapa, composta pela presidente Dilma Rousseff e pelo vice-presidente, Michel Temer, por meio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Está nas mãos do TSE. Se ficar comprovado que o dinheiro do ‘Petrolão’ foi usado para as eleições, de forma espúria, há de se cassar a chapa. O que cumpre com a formalidade e alcança a finalidade de dar um novo rumo para a nação, de repactuar as bases para a saída da crise, é o TSE, são as novas eleições. Os ministros do TSE poderão devolver a 200 milhões de pessoas a possibilidade de reparar o erro a que foram induzidos a cometer”, ressaltou Marina.

Para ela, o processo de impeachment "cumpre com a legalidade e não é um golpe” e Dilma só não renuncia o cargo porque "não é razoável para entender a magnitude da crise". A filiada acredita que a saída da crise política e econômica do país seja através de uma nova eleição presidencial.

Criticada de oportunista pela criação da campanha, ela nega e diz que não se candidataria a presidência da República nos próximos dois anos. E ainda afirma que "o PMDB é igualmente responsável pela crise junto com o PT".

De acordo com a pesquisa ‘Datafolha’ do mês passado, Marina está liderando numericamente as intenções de voto para a Presidência da República em 2018, com percentual de 21 a 24%, dependendo do candidato do PSDB.

Denúncias
As acusações contra o Governo Dilma apontam que houve irregularidades na campanha eleitoral do atual mandato através do recebimento de propinas desviadas da Petrobras, esquema investigado pela Operação Lava Jato. Se as denúncias forem confirmadas, isso caracteriza uma eleição fraudada ou ilegítima. O PT nega as acusações.

Para Marina, há indícios de que a campanha da petista foi abastecida com dinheiro desviado da Petrobras, no esquema de corrupção investigado pela operação Lava Jato.

E se houver cassação ou impeachment?

Segundo a Constituição Federal, se a chapa Dilma-Temer for cassada antes de completar dois anos (primeiro de janeiro de 2017), quem assume o Governo Federal é o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). E em um prazo de 90 dias, ele teria que convocar uma nova eleição.

Porém, se for cassada após completar os dois anos, o Congresso Nacional deve eleger de forma indireta, um novo presidente para concluir o mandato. Caso não aconteça cassação, mas sim impeachment, por conta de outro processo que trâmita na Câmara, quem assume a presidência é o vice, Temer.

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