Na Comissão que analisa o impeachment no Senado Federal, a senadora Regina Sousa (PT-PI) disse, nesta quarta-feira (15/06), que ao analisar a participação dos senadores na Comissão ela tem observado um “boicote” dos senadores que apoiam o governo interino de Michel Temer. “Vejo um certo boicote naqueles que declinam de perguntar. Eu acho que é um desprezo a alguém que vem aqui para servir de testemunha”.
A senadora Regina Sousa fez considerações a respeito dos comentários que têm sido feitos pelos aliados de Temer sobre a economia: “Se a economia está destruída, como é que ampliaram a meta fiscal para R$170 bilhões?”, indagou.
Para Regina Sousa, os senadores não deveriam se incomodar pelos partidários da presidenta Dilma Rousseff chamarem o impeachment de golpe: “a palavra "golpe" eu nem uso mais, eu agora chamo de "conspiração", porque "conspiração" foi o nome dado por um deputado partidário do impeachment, que recebia reuniões na sua casa, que tinha o cérebro da conspiração e que hoje é o Ministro da Educação. Está dito lá na entrevista do Deputado Heráclito Fortes ao Estadão do dia 16 de abril. Todos os passos. Havia aula de estratégia de impeachment dada pelo ex-Ministro Nelson Jobim. Como é que não foi uma conspiração? Tá bom. Não vou usar "golpe". Eu uso "conspiração"".
A senadora Regina Sousa fez considerações a respeito dos comentários que têm sido feitos pelos aliados de Temer sobre a economia: “Se a economia está destruída, como é que ampliaram a meta fiscal para R$170 bilhões?”, indagou.
Imagem: Agência Senado
Regina Sousa
O erro cometido pelo Ministério do Planejamento no cálculo do impacto do reajuste do funcionalismo também foi alvo de crítica da senadora piauiense: “o Ministério do Planejamento cometeu um erro primário, de aluno do ensino médio, no cálculo do impacto do reajuste. Ele calculou o ano de 2016, calculou o ano de 2017, o ano de 2018 e somou. Uma soma simples. Isso é terrível! O Ministério do Planejamento fez isso! Não imaginou, não viu que o de 2016 impacta em 2017, que o de 2017 impacta em 2018... O resultado disso é que o que era R$53 bilhões passou para R$67 bilhões, quase R$68 bilhões. Isso aqui, se fosse num governo do PT, seria um escândalo, seria a ridicularização de todo tamanho”, ressaltou.
Regina Sousa Para Regina Sousa, os senadores não deveriam se incomodar pelos partidários da presidenta Dilma Rousseff chamarem o impeachment de golpe: “a palavra "golpe" eu nem uso mais, eu agora chamo de "conspiração", porque "conspiração" foi o nome dado por um deputado partidário do impeachment, que recebia reuniões na sua casa, que tinha o cérebro da conspiração e que hoje é o Ministro da Educação. Está dito lá na entrevista do Deputado Heráclito Fortes ao Estadão do dia 16 de abril. Todos os passos. Havia aula de estratégia de impeachment dada pelo ex-Ministro Nelson Jobim. Como é que não foi uma conspiração? Tá bom. Não vou usar "golpe". Eu uso "conspiração"".
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