- Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters
João Santana e Monica Moura deixam carceragem da Polícia Federal em Curitiba, nesta segunda-feira (1º)
O marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura, deixaram na tarde desta segunda-feira (01), a sede da Superintendência da Polícia Federal no Paraná, após o juiz Sérgio Moro determinar pela manhã, a soltura do casal mediante pagamento de fiança de R$ 31,5 milhões.
De acordo com a Folha de São Paulo, são R$ 28,76 milhões para Mônica e R$ 2,76 milhões para João Santana. Este é o maior valor de fiança arbitrada na Operação Lava Jato até o momento, sem considerar as indenizações no caso de delação premiada.
O casal foi preso em fevereiro deste ano, suspeito de receber da empreiteira Odebrecht e do lobista Zwi Skornicki, dinheiro desviado da Petrobras. Segundo a decisão de Moro, os R$ 31, 5 milhões, correspondem aos valores que já haviam sido bloqueados pela Justiça em suas contas correntes.
No despacho em que determinou a soltura de Mônica, Sérgio Moro criticou o “álibi” do casal nas ações penais. Santana afirmou, em depoimento à Justiça Federal há duas semanas, que “98% das campanhas” eleitorais no Brasil utilizam caixa dois e que, sem a prática, não é possível se manter na profissão.
Moro afirmou que se trata de “trapaça que não pode ser subestimada” e que é preciso “censurar em ambos a naturalidade e desfaçatez com as quais receberam como eles mesmos admitem, recursos não contabilizados”. E declarou ainda: “O álibi ‘todos assim fazem’ não é provavelmente verdadeiro e ainda que o fosse não elimina a responsabilidade individual”.
O juiz federal disse ainda no despacho que “é possível reconhecer, mesmo nessa fase, que, mesmo se existente, encontra-se em um nível talvez inferior da de corruptores, corriompidos e profissionais do crime”.
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