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Política

'A pandemia foi um castigo e o governo fez o que pôde', diz Bolsonaro

O presidente do Brasil enfatizou ainda que acredita nas instituições e não teme absolutamente nada.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou em um evento com agenda ambiental no Palácio do Planalto que o governo “fez o que pôde” na pandemia e insinuou que irá resistir a qualquer tentativa de retirá-lo do cargo.

“A pandemia realmente foi um castigo para o mundo todo e o governo fez o que pôde. Os que não fizeram nada agora querem atrapalhar o governo”, afirmou o chefe do Executivo, em evento de assinatura do protocolo de intenções da Caixa para adesão ao programa “Adote Um Parque” do governo federal.

Bolsonaro enfatizou que acredita nas instituições e não teme “absolutamente nada”. “Deixo bem claro, só Deus me tira daqui. Não queremos desafiar ninguém, respeito os demais, mas vão nos respeitar”, bradou. “Nunca tiveram da minha parte uma só sugestão, proposta, palavra ou ato para censurar quem quer que seja. Somos um País livre e os direitos fundamentais são para ser respeitados”, concluiu.

Voto

Bolsonaro voltou a falar nesta quarta-feira problemas em pleitos anteriores para defender a adoção do voto impresso a partir da disputa de 2022.

“Esse novo Parlamento que está aí já é melhor que o anterior, e tenho certeza que nas urnas de 2022, com voto auditável aprovado por vocês, não teremos mais dúvidas na cabeça de qualquer cidadão se o processo foi conduzido com lisura ou não”, afirmou. “Se o Parlamento promulgar, teremos voto impresso em 2022. Ninguém passará por cima da decisão do Parlamento brasileiro. Chega de sermos atropelados”, completou durante cerimônia no Palácio do Planalto.

O voto impresso já foi implantado em caráter experimental nas eleições presidenciais de 2002 — e acabou reprovado pelo TSE. Naquele ano, para testar o sistema, a medida foi adotada em 150 municípios, atingindo 6,18% do eleitorado.

“Sua introdução no processo de votação nada agregou em termos de segurança ou transparência. Por outro lado, criou problemas”, apontou um relatório do TSE. O tribunal concluiu que, nas seções com voto impresso, foram maiores o tamanho das filas e o percentual das urnas que apresentaram defeitos, além das falhas verificadas apenas nas impressoras.

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