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Cerco ao Telegram no Brasil é covardia, afirma Jair Bolsonaro

O aplicativo pode ser banido no país por não colaborar com a Justiça Eleitoral no combate às fake news.
Por Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro criticou a possibilidade de a Justiça Eleitoral suspender o funcionamento do Telegram no Brasil. O bloqueio do aplicativo de troca de mensagens, apontado por autoridades como um campo aberto para a disseminação da fake news eleitoral neste ano, deve ser discutido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos próximos meses. “É covardia o que estão tentando fazer com o Brasil”, afirmou o presidente a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

A Justiça avalia um possível processo de suspensão do Telegram no Brasil por falta de colaboração no combate a informações falsas. A plataforma tem ignorado os contatos das autoridades. Integrantes do Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo, que conduz um inquérito civil público sobre desinformação e mentiras veiculadas em redes sociais, disseram ao Estadão que a plataforma pode vir a ser alvo de medidas judiciais de curto prazo e, em último caso, suspensão temporária no País.

Enquanto o seu principal concorrente, o WhatsApp, firmou uma parceria com o TSE para desenvolver um canal para usuários denunciarem a disseminação de mensagens em massa, representantes do Telegram, criado pelo russo Pavel Durov, nem responderam aos e-mails do presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso.

No caso do Telegram, não há restrição para o encaminhamento de mensagens como no WhatsApp e o limite de membros no grupo é de 200 mil pessoas. Esse é um dos motivos pelo qual o aplicativo representa uma das principais preocupações para as disputas eleitorais deste ano.

Com regras de funcionamento menos rígidas, o aplicativo russo tem atraído extremistas banidos de redes como Facebook, Twitter e YouTube.

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