O Ministério Público da Itália informou à Justiça italiana que a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) não corre risco de sofrer violações de direitos humanos caso seja extraditada para o Brasil. O parecer, divulgado neste sábado (25), também rejeita a tese da defesa de que a parlamentar estaria sendo alvo de perseguição política.
De acordo com o documento, Zambelli teve assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo que resultou em sua condenação no Supremo Tribunal Federal (STF). O órgão italiano destacou que a decisão da Corte brasileira se baseou em provas consistentes, incluindo documentos e gravações telefônicas obtidas em investigação oficial.
A deputada foi condenada a dez anos de prisão, à perda do mandato e ao pagamento de multa de R$ 2 milhões por envolvimento na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela foi detida na Itália em 29 de julho, onde residia em razão de sua cidadania italiana. A prisão foi decretada pela Corte de Apelação de Roma, que considerou existir risco de fuga.
Zambelli está presa há quase três meses. No início de outubro, ela iniciou uma greve de fome após a Corte de Cassação, instância máxima do Judiciário italiano, rejeitar o recurso que pedia sua libertação.
Caroline Vitorino
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