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Presidente da CPI do Crime Organizado diz que comissão vai investigar políticos

Fabiano Contarato afirmou que os trabalhos devem manter foco técnico e propor medidas concretas.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado, afirmou que a comissão irá incluir na investigação, políticos e autoridades que favorecem o avanço de facções criminosas no Brasil. Ele defende que o colegiado apresente medidas concretas durante o período das eleições de 2026.

Contarato afirmou que o PT tem reavaliado sua abordagem sobre segurança pública e que é possível conciliar o combate firme ao crime com o respeito aos direitos humanos. O ex-delegado de polícia também comentou a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que classificou como “matança” a operação realizada no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, entre eles quatro policiais. Segundo o senador, o presidente demonstrou preocupação, mas destacou que esses julgamentos precisam ser feitos com cautela.

Foto: Reprodução/ InstagramFabiano Contarato
Fabiano Contarato

Instalada na terça-feira (4), a CPI do Crime Organizado tem como relator Alessandro Vieira (MDB-SE) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS) como vice-presidente. De acordo com Contarato, o grupo deve se manter focado e propor medidas concretas. “O papel da CPI é apontar soluções, não fazer discurso para rede social”, afirmou o presidente da comissão.

Ele defendeu ainda que a segurança pública não deve ser tratada exclusivamente como pauta da direita. “Sou progressista, mas não permissivo com o crime”, declarou. “O tema é de todos”, completou. Contarato também mencionou a necessidade de cooperação entre a CPI, a União, os estados e os municípios para que o enfrentamento à corrupção dentro das instituições seja eficaz. “Espero que a investigação alcance o andar superior, quem lucra e alimenta o crime organizado”, finalizou.

Há alguns dias, o senador se posicionou contra outra declaração do presidente Lula, quando ele disse que traficantes também seriam vítimas dos usuários de drogas. Segundo Contarato, o narcotráfico “é a representação do que há de mais pernicioso na sociedade brasileira” e deve ser enfrentado com leis rígidas e punições severas.

Com colaboração da repórter Tandryanny Santos

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