Durante o encontro nacional do Partido dos Trabalhadores, neste domingo (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um longo discurso e falou do conflito comercial com os Estados Unidos, que impôs taxação de 50% sobre produtos brasileiros. O petista afirmou que está aberto ao diálogo e que é preciso cautela, pois há um “limite de briga” com o país norte-americano.
“Tenho um limite de briga com o governo americano. Eu não posso falar tudo que eu acho que eu devo falar, eu tenho que falar o que é possível falar, porque eu acho que nós temos que falar aquilo que é necessário”, afirmou o presidente da República.
Lula ressaltou que o Brasil tem que negociar em igualdade de condições, sem se submeter ao país presidido por Donald Trump. “Queremos negociar em igualdade de condições. Os Estados Unidos é muito grande, é o país mais bélico do mundo, mais tecnológico do mundo, maior economia do mundo. Tudo isso é muito importante, mas nós queremos ser respeitados pelo nosso tamanho. Temos interesses econômicos e não somos uma republiqueta. Tentar colocar um assunto político para nos taxar economicamente é inaceitável”, frisou.
Nova moeda
O presidente brasileiro voltou a defender a criação de uma nova moeda que possa garantir mais autonomia nas negociações. “Temos tamanho, tempos postura, interesses econômicos e políticos para negociar. Eu não vou abrir mão de achar que a gente precisa procurar construir uma moeda alternativa para que a gente possa negociar com outros países. Não preciso ficar subordinado ao dólar”, colocou.
“Estamos trabalhando”
Lula enfatizou que o governo está empenhado em negociar e em garantir a segurança econômica do setor produtivo e dos trabalhadores. “Estamos trabalhando, vamos ajudar nossas empresas, vamos defender os trabalhadores e vamos dizer o seguinte: quando quiser negociar, as propostas estão na mesa. Aliás, já foram apresentadas propostas pelo Alckmin e pelo Mauro Vieira. Eu não estou disposto a brigar com ninguém. Esse país é um país de paz. Não queremos confusão, agora, não pensem que nós temos medo”, completou.
Thais Guimarães
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