O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, iniciou seu discurso na 80ª Assembleia Geral da ONU nesta sexta-feira (26/9) em meio a uma cena marcada por divisões no auditório. Enquanto parte das comitivas deixou o local antes mesmo do início da fala, outros representantes aplaudiram o líder israelense de pé, provocando um atraso na apresentação enquanto mediadores buscavam restaurar a ordem.
Durante seu pronunciamento, Netanyahu destacou os avanços militares de Israel contra o Hamas e o Eixo da Resistência liderado pelo Irã, mencionando operações recentes contra o Hezbollah e instalações nucleares em Teerã. O premiê também relembrou os atentados do Hamas em 7 de outubro de 2023 e exibiu um broche com QR code que direciona a vídeos das câmeras de segurança israelenses daquele dia, além de afirmar que mensagens estavam sendo transmitidas em tempo real aos celulares da população de Gaza.
Netanyahu agradeceu ainda ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio militar conjunto, e ressaltou esforços para manter contato com reféns israelenses na Faixa de Gaza, afirmando: “Se o Hamas libertar os sequestrados, viverão. Se não, Israel os caçará”. O discurso ocorre em meio a críticas internacionais sobre a crise humanitária na região e ao reconhecimento crescente do Estado da Palestina por diversos países.
A fala de Netanyahu segue a linha do governo Trump, que resultou na retirada do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, do Conselho de Direitos Humanos da ONU e na suspensão do financiamento norte-americano à UNRWA, agência da ONU para refugiados palestinos. Em contraponto, Abbas acusou Israel de provocar a maior tragédia humanitária do século e pediu o fim imediato das ofensivas para proteger a população palestina.
Caroline Vitorino
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