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Política

Gleisi Hoffmann cobra lealdade a Lula após ruptura de PP e União Brasil com a base do Governo

Com a reorganização, os partidos também se consolidam como a maior força política do país.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reagiu nesta terça-feira (2) ao anúncio da saída dos partidos União Brasil e Progressistas da base do governo federal. Em declaração pública, a ministra disse respeitar a decisão, mas reforçou que a permanência em cargos exige lealdade ao presidente Lula e compromisso com pautas prioritárias, como a justiça tributária, a defesa da democracia, do Estado de Direito e da soberania nacional.

União Brasil e PP agora integram a União Progressista, federação que passou a liderar em número de parlamentares no Congresso, com 109 deputados federais — 59 do União Brasil e 50 do PP. Com a reorganização, os partidos também se consolidaram como a maior força política do país em número de prefeitos, vereadores e deputados estaduais. Segundo Gleisi, a articulação dos aliados será fundamental para garantir a aprovação de projetos estratégicos do governo.

Foto: GP1Gleisi Hoffmann
Gleisi Hoffmann

O grupo determinou que todos os filiados com mandato e que ocupam cargos na administração federal renunciem às funções, incluindo ministros de Estado. Os ministros do Turismo, Celso Sabino (União-PA), e do Esporte, André Fufuca (PP-MA), receberam prazo de 30 dias para deixar as pastas. Outros nomes ligados à cota do União Brasil, como Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações), devem ser poupados por não serem filiados a partidos, mas sim indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A Federação União Progressista informou que quem desejar permanecer no governo precisará se desfiliar da legenda. Em caso de descumprimento, poderão ser aplicadas punições disciplinares previstas nos estatutos partidários. Gleisi Hoffmann reiterou que a lealdade não é exigida apenas de parlamentares, mas também de indicados para cargos na administração direta e indireta, reforçando que a base do governo deve manter compromisso com as prioridades da Gestão Lula.

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