O PT nacional enfrenta um racha interno em torno da permanência de Geraldo Alckmin como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a disputa eleitoral deste ano. A crise ganhou corpo após reunião da executiva petista em São Paulo, no início da semana, quando setores do partido passaram a defender a reavaliação da composição da chapa, abrindo espaço para questionamentos sobre a continuidade da aliança com o PSB.
Nos bastidores, a discussão estaria ligada a movimentos de aproximação com o MDB, legenda que atualmente ocupa três ministérios no Governo Federal. A possível ampliação desse diálogo reacendeu especulações sobre uma eventual substituição do vice-presidente, hipótese que provocou reação imediata do PSB e acirrou o clima dentro da base aliada.
O líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette, classificou como injustas as articulações contra Alckmin e afirmou que uma troca poderia gerar instabilidade política. Segundo ele, não há motivo para alterar a composição e qualquer mudança abriria espaço para disputas internas. A declaração reforça a disposição do partido em manter o acordo firmado na eleição passada.
O presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, também se reuniu com Lula no Palácio do Planalto para tratar do tema. Após o encontro, sinalizou confiança na manutenção da parceria entre as siglas.
Caroline Vitorino
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