O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito com o objetivo de investigar supostas calúnias feitas contra o presidente Lula (PT). A decisão do ministro provocou incômodo no senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), que será investigado.
Para Flávio, a determinação se assemelha aos episódios de bloqueio de contas e censura ocorridos no período eleitoral de 2022. Na época, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu o uso de expressões para se referir a Lula, porém não seguiu a mesma linha em relação às ofensas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O caso a ser investigado foi registrado em uma postagem do senador em janeiro deste ano, após a prisão do então ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Na publicação, Flávio associa Lula ao ditador Maduro.
Lula será delatado.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) January 3, 2026
É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas… pic.twitter.com/dhMX4UCgR2
"O procedimento evoca práticas de censura e bloqueios de contas vistos no pleito de 2022, quando o Tribunal Superior Eleitoral, sob a mesma condução, impôs um flagrante desequilíbrio ao proibir termos como ‘descondenado’ para se referir ao petista, enquanto permitia ofensas sistemáticas contra o então presidente Jair Bolsonaro”, declarou o senador em nota.
Lilian Aragão
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