A Presidência da República registrou R$ 1,1 milhão em despesas sigilosas com cartão corporativo durante o primeiro trimestre deste ano. Os dados, referentes à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, indicam uma possível desaceleração nesse tipo de gasto em comparação com anos anteriores.
De acordo com os números divulgados, em 2025 as despesas sigilosas da Presidência somaram R$ 5,5 milhões. Já em 2024, esse valor chegou a R$ 15 milhões, enquanto em 2023 atingiu R$ 23,5 milhões, evidenciando uma tendência de redução.
Apesar da queda nos valores específicos da Presidência, os gastos totais do Governo Federal com cartões corporativos continuam elevados. O montante anual supera R$ 85 milhões, sendo a maior parte — cerca de R$ 76 milhões — relacionada ao cartão de pagamento da Defesa Civil. Os demais órgãos respondem por aproximadamente R$ 9 milhões.
Outro ponto que chama atenção é o nível de sigilo aplicado às despesas da Presidência. Segundo os dados, cerca de 99% dos gastos realizados com o cartão corporativo do órgão estão sob confidencialidade desde 2023, acumulando milhões em despesas não detalhadas publicamente.
O Governo Federal justifica a manutenção do sigilo alegando questões de segurança institucional. No entanto, a prática tem sido alvo de críticas, especialmente diante de posicionamentos anteriores do próprio presidente sobre transparência no uso de recursos públicos.
Os números reforçam o debate sobre o equilíbrio entre segurança e transparência na gestão de gastos públicos, especialmente em áreas sensíveis da administração federal.
Wanessa Gommes
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