O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou nesta sexta-feira (12), um pedido para proibir a exibição do filme “Dark Horse” durante o período eleitoral. Os solicitantes argumentaram que exibição da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, poderia beneficiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-chefe do Planalto.
A solicitação foi apresentada pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, apoiadores do governo do presidente Lula. Para eles, a exibição do filme poderia configurar como “financiamento político irregular”.
Em sua decisão, o ministro Nunes Marques argumentou que nenhum dos dois disputava o cargo eleitoral que poderia ser afetado pelo conteúdo do filme para ajuizar uma ação eleitoral buscando impedir sua exibição.
“Nesse contexto, portanto, está ausente a legitimidade ativa ad causam para ajuizar representação por propaganda contra candidatos que concorrerão ao cargo de Presidente da República, de circunscrição nacional”, diz um trecho da decisão de Nunes Marques.
Lilian Aragão
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