Além da microcefalia e da síndrome de Guillain-Barré, o Zika - transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti - pode estar ligado a outra doença neurológica: a encefaliomelite aguda (ADEM). Um estudo feito no Recife encontrou evidências entre o vírus e a síndrome em pelo menos dois casos, segundo informações do Estadão.
A encefaliomelite aguda afeta o sistema nervoso central e ocorre geralmente após infecção de um vírus ou vacinação. Os sintomas são febre, dor de cabeça, cansaço, paralisia dos músculos e diminuição dos reflexos. O tratamento pode demorar até seis meses e é feito por meio de comprimidos ou injeções, e em casos mais graves, até transfusões de sangue.
No mês de fevereiro deste ano, o jornal ‘Estado de São Paulo’ mostrou uma desconfiança dos cientistas na relação da ADEM com o Zika, mas só agora serão apresentados os resultados científicos de uma pesquisa liderada pela chefe do Serviço de Neurologia do Hospital da Restauração, Maria Lúcia Brito Ferreira.
"Embora seja um estudo pequeno, ele pode fornecer evidências de que o vírus causa no cérebro efeitos diferentes daqueles que haviam sido identificados nos estudos em curso. Mas muita pesquisa ainda terá de ser feita para explorar se há uma relação causal entre o Zika e esses problemas cerebrais", disse Maria Lúcia ao jornal.
Na análise, todos os casos entre dezembro de 2014 e junho de 2015 que chegaram ao Hospital da Restauração com sintomas de infecção por arbovírus - família de vírus que inclui zika, dengue e chikungunya – foram acompanhados pelos pesquisadores. Os pacientes apresentaram febre, dores nos músculos e articulações, coceiras, entre outros sintomas.
Foram registrados 151 casos com alguma manifestação neurológica. Destes, seis foram infectados por Zika e desenvolveram sintomas típicos de doenças autoimunes, ou seja, aquelas que o sistema imunológico do paciente destrói células de tecidos saudáveis do próprio organismo. Quatro deles foram diagnosticados com a síndrome de Guillain-Barré e os outros dois com ADEM.
As tomografias das duas vítimas com encefeliomelite aguda apresentaram danos na matéria branca cerebral e tinham sinais semelhantes ao de uma esclereose múltipla.
O estudo será divulgado na próxima sexta-feira (15) no encontro anual da Academia Americana de Neurologia, em Vancouver, no Canadá.
Imagem: Viu Online
Mosquito Aedes Aegypti
Mosquito Aedes AegyptiA encefaliomelite aguda afeta o sistema nervoso central e ocorre geralmente após infecção de um vírus ou vacinação. Os sintomas são febre, dor de cabeça, cansaço, paralisia dos músculos e diminuição dos reflexos. O tratamento pode demorar até seis meses e é feito por meio de comprimidos ou injeções, e em casos mais graves, até transfusões de sangue.
No mês de fevereiro deste ano, o jornal ‘Estado de São Paulo’ mostrou uma desconfiança dos cientistas na relação da ADEM com o Zika, mas só agora serão apresentados os resultados científicos de uma pesquisa liderada pela chefe do Serviço de Neurologia do Hospital da Restauração, Maria Lúcia Brito Ferreira.
"Embora seja um estudo pequeno, ele pode fornecer evidências de que o vírus causa no cérebro efeitos diferentes daqueles que haviam sido identificados nos estudos em curso. Mas muita pesquisa ainda terá de ser feita para explorar se há uma relação causal entre o Zika e esses problemas cerebrais", disse Maria Lúcia ao jornal.
Na análise, todos os casos entre dezembro de 2014 e junho de 2015 que chegaram ao Hospital da Restauração com sintomas de infecção por arbovírus - família de vírus que inclui zika, dengue e chikungunya – foram acompanhados pelos pesquisadores. Os pacientes apresentaram febre, dores nos músculos e articulações, coceiras, entre outros sintomas.
Foram registrados 151 casos com alguma manifestação neurológica. Destes, seis foram infectados por Zika e desenvolveram sintomas típicos de doenças autoimunes, ou seja, aquelas que o sistema imunológico do paciente destrói células de tecidos saudáveis do próprio organismo. Quatro deles foram diagnosticados com a síndrome de Guillain-Barré e os outros dois com ADEM.
As tomografias das duas vítimas com encefeliomelite aguda apresentaram danos na matéria branca cerebral e tinham sinais semelhantes ao de uma esclereose múltipla.
O estudo será divulgado na próxima sexta-feira (15) no encontro anual da Academia Americana de Neurologia, em Vancouver, no Canadá.
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