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Saúde

Covid-19: estudo aponta benefícios de 3ª dose da vacina AstraZeneca

O estudo preliminar foi publicado nesta segunda-feira na revista médica The Lancet.
Por Estadão Conteúdo

Uma terceira dose da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 gera um "forte" reforço imunológico contra o coronavírus e suas novas variantes, de acordo com um estudo preliminar publicado nesta segunda-feira na revista médica The Lancet.

Os resultados iniciais desta pesquisa, publicados como pré-print (ou seja, ainda não sujeitos à revisão externa por outros especialistas), também refletem que o adiamento da segunda dose por mais semanas pode ser benéfico no caso da AstraZeneca.

O estudo, desenvolvido pela Universidade de Oxford, aponta que quando o intervalo entre as duas primeiras doses é de 45 semanas - cerca de dez meses - os níveis de anticorpos são até quatro vezes mais elevados do que com um período intermediário de 12 semanas.

"Esta é uma notícia tranquilizadora para os países com menor fornecimento de vacinas, que podem estar preocupados com atrasos no fornecimento de segundas doses para suas populações", disse Andrew Pollard, diretor de testes de vacinas da Oxford, em comunicado.

De acordo com a pesquisa, os níveis de anticorpos permanecem elevados em relação à linha de base por pelo menos um ano após uma única dose, representando uma resposta imunológica "robusta e duradoura", disse Mene Pangalos, diretor da AstraZeneca.

Além disso, o estudo observa que dar uma terceira dose pelo menos seis meses depois aumentaria os anticorpos seis vezes e ofereceria maior imunidade contra as variantes Alfa (detectada pela primeira vez no Reino Unido), Beta (na África do Sul) e Delta (na Índia).

No entanto, os autores do estudo observam que "ainda não se sabe se as injeções de reforço serão necessárias", seja em resposta à imunidade diminuída ou para fortalecer a proteção contra as variantes de risco.

Em relação aos efeitos adversos da vacina da AstraZeneca, resultados preliminares de pesquisas indicam que são "bem toleradas", com incidência menor após a segunda e terceira doses do que após a primeira.

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