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Ex-gerente do Banco do Brasil é alvo de operação por suspeita de desviar R$ 18 milhões em SP

A investigação aponta que ele utilizou documentos falsos e dados inconsistentes para o desvio.

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), uma operação contra suspeitos de desviar mais de R$ 18 milhões em empréstimos concedidos pelo Banco do Brasil. De acordo com a investigação, 24 empresas teriam se beneficiado das operações de crédito fraudulentas. O principal alvo da operação foi um ex-gerente do banco.

O 3° Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) cumpre cinco mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça autorizou a quebra de sigilo bancário e o bloqueio de bens e valores dos envolvidos. A apuração teve início a partir de uma auditoria interna do banco, que identificou 70 operações suspeitas liberadas por um gerente de relacionamento. Segundo a auditoria, as empresas beneficiadas eram de fachada e não existiam de fato.

Foto: Reprodução/Redes SociaisPolícia Civil de São Paulo
Polícia Civil de São Paulo

O gerente era responsável pela aprovação e liberação dos empréstimos. A investigação aponta que ele utilizou documentos falsos e dados inconsistentes, ignorando os procedimentos de segurança exigidos pelo banco. Questionado, o gerente afirmou que as empresas foram indicadas por um “consultor financeiro” e que agiu sob pressão para cumprir metas.

No entanto, a apuração financeira revelou que o gerente recebeu quase R$ 1,5 milhão em transferências. Parte do valor veio diretamente do consultor financeiro apontado e outra parte de pelo menos duas das empresas beneficiadas com os créditos fraudulentos. O consultor é considerado peça-chave no esquema, tendo recebido cerca de R$ 1,27 milhão de pelo menos 10 das 24 empresas investigadas. Posteriormente, ele repassou a maior parte dos recursos para o gerente e sua esposa, que também recebeu R$ 325 mil.

Segundo a Polícia Civil, o consultor não apenas repassava os recursos, mas também “capitalizava” outras empresas do esquema, garantindo liquidez para a continuidade das fraudes.

Durante as apurações, os policiais verificaram que 16 das 24 empresas investigadas não estavam localizadas nos endereços registrados, embora 12 delas constassem como ativas na Receita Federal. Na cidade de Santo André, quatro dessas empresas foram localizadas em endereços próximos, todos na Rua Rosa de Siqueira, bairro Campestre.

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