O Governo Federal estuda a demolição da chamada Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada no local. A possibilidade foi discutida em reuniões realizadas nesta segunda-feira (15) entre representantes da União e das prefeituras da região.
Segundo a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o objetivo é encontrar uma solução definitiva para impedir o acesso à estrutura, que não possui autorização para atividades esportivas.
Além da eventual demolição, o governo pretende instalar barreiras físicas e reforçar a sinalização proibindo a entrada no local.
Durante os encontros, os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis manifestaram apoio à remoção da ponte. As administrações municipais também se comprometeram a reforçar medidas para dificultar o acesso de visitantes à área.
União e prefeitura divergem sobre responsabilidades
Após a tragédia, a Prefeitura de Limeira anunciou que pretende acionar judicialmente o Governo Federal, alegando omissão na fiscalização e no controle de acesso à ponte. A administração municipal afirma que vinha alertando órgãos federais desde 2025 sobre os riscos existentes no local.
Por outro lado, a SPU informou que já havia solicitado o bloqueio da estrutura anteriormente. Segundo o órgão, pedidos nesse sentido foram feitos após outro acidente fatal registrado na ponte em 2024.
A Ponte do Esqueleto é uma antiga estrutura ferroviária inacabada, pertencente ao patrimônio da União, que há anos se tornou um ponto utilizado informalmente para turismo e esportes de aventura.
Entenda o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu na manhã de sábado (13) durante uma atividade de rope jump promovida por um grupo que realizava saltos na ponte. De acordo com a investigação, a jovem foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar conectada à corda de segurança. Vídeos gravados no local mostram que o equipamento permaneceu no chão enquanto ela era arremessada para o salto.
Equipes de resgate foram acionadas e tentaram socorrer a vítima, mas a morte foi constatada ainda no local em razão dos múltiplos traumas internos sofridos na queda.
A Polícia Civil prendeu três responsáveis pela atividade, que passaram a responder por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de produzir o resultado. Segundo os investigadores, havia falhas graves de segurança e indícios de negligência na organização dos saltos.
A Justiça de São Paulo converteu as prisões em flagrante em prisões preventivas durante audiência de custódia realizada no domingo (14). As investigações seguem para apurar todas as circunstâncias da morte da jovem.
Isaac Da Silva
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