Com o fim do prazo da prisão temporária de cinco dias, os investigados na Operação Gabinete de Ouro, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, serão postos em liberdade nas próximas horas deste sábado (18). Entre eles está Suelene Pessoa, conhecida como Sol Pessoa, ex-chefe de gabinete do ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa.
Além de Sol Pessoa, também serão soltos o empresário Marcus Almeida de Moura, Mauro José de Sousa e Rafael Thiago Teixeira Ferreira. A autoridade policial entendeu não ser necessário um pedido de prorrogação das cautelares.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados colaboraram com as investigações durante os depoimentos prestados ao longo da semana, o que motivou a não renovação da medida cautelar.
A Operação Gabinete de Ouro foi deflagrada com o objetivo de apurar possíveis irregularidades na gestão municipal, envolvendo suspeitas de corrupção, desvio de recursos públicos e fraudes em contratos durante o mandato do ex-prefeito Dr. Pessoa.
Apesar das solturas, as investigações seguem em andamento e os investigados continuarão à disposição da Justiça.
Novas investigações da Operação Gabinete de Ouro devem alcançar novos personagens
Com base nos novos elementos revelados nos depoimentos, a DECCOR deve alcançar novos personagens envolvidos no esquema, que teria ramificações ainda mais amplas dentro da administração pública municipal de Teresina, na gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa.
A ex-assessora, Sol Pessoa, citou nomes que não estavam inicialmente no radar da operação, apontando possíveis colaboradores e beneficiários das supostas irregularidades.
Diante dos novos indícios, os investigadores já analisam a possibilidade de realizar novas diligências, buscas e até novas ordens judiciais. A expectativa é que mandados judiciais sejam solicitados nos próximos dias, a depender do avanço das análises sobre os documentos, conversas e movimentações financeiras já apreendidas.
As investigações seguem sob sigilo, mas a expectativa é de que o inquérito avance com novos nomes sendo oficialmente incluídos no rol de investigados. A DECCOR reforça que o objetivo é apurar com profundidade todos os elementos que possam comprovar a existência de crimes contra a administração pública e garantir a responsabilização dos envolvidos.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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