A Justiça autorizou a extração e análise de dados de celulares apreendidos em mais uma fase da Operação Capital Oculto, deflagrada pelo Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), no último dia 22 de outubro.
A decisão atende a um pedido da Polícia Civil do Piauí, que busca aprofundar as investigações sobre uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro em Teresina e Esperantina, utilizando-se de empresas, muitas delas, de fachada.
No pedido, deferido pela Justiça, foi determinado o afastamento do sigilo telemático e a extração de dados em nuvem das aplicações de internet instaladas nos dispositivos apreendidos, com base no artigo 5º, incisos X e XII, da Constituição Federal, no Código de Processo Penal (art. 6º, III) e na Lei nº 12.830/2013.
Como funcionava o esquema
Segundo o relatório da Polícia Civil, a organização criminosa é liderada por João Paulo Melo de Carvalho, apontado como o principal responsável pela distribuição de entorpecentes. Ao lado de Vânia Larissa Ribeiro Pires, sua esposa, ele também é investigado por envolvimento em lavagem de dinheiro, utilizando empresas de fachada e movimentações financeiras para ocultar a origem ilícita dos valores.
O núcleo de lavagem de capitais seria comandado por Vânia Larissa, com participação de outros investigados, entre eles Jonas Borges Pereira Filho, Luís Fernando Falcão de Carvalho, Bruna Patrícia Moreira da Cruz, Ronaldo Francisco de Oliveira Rosa, Nilson Oliveira Rebelo e Euclimar Alves da Silva.
A Polícia Civil destacou que os celulares apreendidos podem conter provas relevantes sobre a estrutura da organização, transações financeiras, contatos e movimentações de drogas que já foram evidenciados durante a investigação.
Rapidinhas
DENARC avança nas investigações com análise de dados extraídos de celulares
Segundo o DENARC, a análise dos dados extraídos dos celulares deve permitir o cruzamento de informações e o rastreamento de comunicações, transações e vínculos entre os investigados, ampliando o entendimento sobre a estrutura e o funcionamento da organização.
Com os novos avanços periciais, a expectativa é de que o material coletado fortaleça as provas e subsidiem novas fases da operação, voltadas à identificação de outros envolvidos e à recuperação de valores obtidos de forma ilícita.
Além do que já foi produzido durante a fase anterior à deflagração da operação ostensiva, os policiais conseguiram correlacionar o grupo, conforme organograma a seguir:
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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