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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Operação Carbono Oculto 86: Justiça determina extração de dados dos celulares de empresários da rede de postos HD

A decisão foi assinada pelo juiz da Central de Inquéritos, Valdemir Ferreira Santos.

A Justiça autorizou a extração de dados dos aparelhos celulares apreendidos com empresários investigados na Operação Carbono Oculto 86, que apura um esquema de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro envolvendo a rede de postos HD, com atuação da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi assinada pelo juiz da Central de Inquéritos, Valdemir Ferreira Santos.

São alvos da investigação os empresários Haran Santhiago Girão Sampaio, Danillo Coelho de Sousa, Moisés Eduardo Soares Pereira, Salatiel Soido de Araújo, Denis Alexandre Jotesso Villani e João Revoredo Mendes Cabral Filho.

Foto: ReproduçãoHaran Sampaio entregando passaporte
Haran Sampaio entregando passaporte

Na decisão, o magistrado destacou que, embora a Constituição Federal garanta o sigilo das comunicações e dos dados pessoais, o afastamento desse sigilo é permitido mediante ordem judicial fundamentada.

O juiz também citou o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), que assegura que o conteúdo de comunicações privadas só pode ser acessado com autorização judicial. “Em análise do caso concreto, entendo que a extração de dados contidos nos aparelhos celulares apreendidos dos investigados mostra-se imprescindível para a elucidação da complexa estrutura criminosa em análise”, afirmou.

Na decisão que atendeu a representação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), com parecer favorável do Ministério Público do Estado, o magistrado destacou que os dispositivos eletrônicos são considerados fontes essenciais de informações sobre a comunicação interna do grupo, repasses financeiros ilícitos, instruções operacionais e a divisão de tarefas entre os investigados.

A decisão ressalta ainda que a medida é legítima, pois há uma investigação policial em curso com fortes indícios de autoria e materialidade dos crimes investigados.

DRACO apreendeu celulares de empresários Haran Girão e Danillo Coelho no Aeroporto de Teresina

Durante o cumprimento de mandados da Operação Carbono Oculto 86, equipes do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) apreenderam os aparelhos celulares dos empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa, investigados por participação em um suposto esquema de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro ligado à rede de postos HD.

A apreensão ocorreu no Aeroporto de Teresina, no momento em que Danillo Coelho foi abordado pelos policiais. Segundo informações contidas nos autos, o empresário se recusou a fornecer a senha do aparelho celular, impossibilitando o acesso imediato ao conteúdo do dispositivo.

Foto: Alef Leão/GP1Empresário Danillo Coelho e esposa Thayres Coelho
Empresário Danillo Coelho e esposa Thayres Coelho

O caso foi comunicado à autoridade judicial responsável pelo inquérito, que já havia autorizado a extração de dados dos celulares apreendidos, considerando a medida essencial para o avanço das investigações.

As diligências seguem em andamento sob coordenação do DRACO, com o objetivo de reunir provas que comprovem o envolvimento dos investigados nas práticas ilícitas apuradas.

Haran Girão e Danillo Coelho prestam depoimento no DRACO

Os empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa prestaram depoimento na sede do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), na manha e tarde dessa quinta-feira (06).

Foto: Lucas Dias/GP1Empresário Haran Santhiago e a esposa deixam a Secretaria de Segurança
Empresário Haran Santhiago e a esposa deixam a Secretaria de Segurança para prestar depoimento no DRACO

De acordo com informações obtidas pela Coluna, os dois foram ouvidos pelos delegados Laércio Evangelista e Anchieta Nery.

Durante a oitiva, os investigados foram questionados sobre a administração das empresas, movimentações financeiras e a relação entre os sócios do grupo. As autoridades não divulgaram o conteúdo completo dos depoimentos, que seguem sob sigilo judicial.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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