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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Incêndios nas UPAs de Teresina escancaram descaso da Gestão Sílvio Mendes com a saúde pública

Nesta quarta (20), a UPA do Promorar foi atingida novamente com um princípio de incêndio.

Nesta quarta-feira (20), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Promorar, zona sul de Teresina, foi alvo novamente de um princípio de incêndio, o segundo somente neste mês de agosto. Um acidente desse tipo em um intervalo de 15 dias é sintomático, e escancara o descaso da atual gestão, do prefeito Sílvio Mendes (União Brasil) com a saúde pública.

Esse foi o terceiro princípio de incêndio registrado em uma UPA de Teresina somente neste ano. Em fevereiro, a unidade do Satélite precisou ser evacuada às pressas após o fogo atingir uma de suas alas. Já em 5 de agosto, um incidente semelhante ocorreu na UPA do Promorar, vindo a se repetir nesta quarta-feira (20).

Foto: Divulgação/CBMEPISala de raio-x na UPA do Promorar
Sala de raio-x na UPA do Promorar

Todas essas três ocorrências iniciaram com um curto-circuito em um ar-condicionado, o que indica ausência de manutenção nos aparelhos espalhados pelas unidades geridas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). 

Para além dos aparelhos de ar-condicionado, fiações e instalações elétricas antigas e sem manutenção representam sérios riscos, colocando em perigo a vida de pacientes em busca de tratamento e dos profissionais da saúde.

Foto: Alef Leão/GP1Sílvio Mendes
Sílvio Mendes

O abandono da gestão não se reflete somente nas UPAs e começa na atenção básica. Nesse mês de agosto, o Ministério Público do Estado do Piauí instaurou inquéritos para investigar denúncias de irregularidades em seis Unidades Básicas de Saúde (UBS), reforçando o descaso administrativo.

Tal cenário levanta questionamentos sobre o tão falado decreto de emergência na saúde, assinado pelo prefeito Sílvio Mendes e prorrogado incontáveis vezes. A impressão que fica é que a úncia urgência da gestão é para firmar contratos “emergenciais” sem licitação, dificultando o rastreio do dinheiro público.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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