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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
GP1

Testemunhas de inquérito que apura coação de advogados a desembargador do TJ-PI são ouvidas

A Polícia Civil realizou as oitivas nessa quarta-feira (03) para dar andamento às investigações do caso.

A Polícia Civil do Piauí tomou depoimento de testemunhas, nessa quarta-feira (03), no bojo do inquérito policial que apura as práticas de denunciação caluniosa, calúnia qualificada e coação no curso do processo, atribuídas a dois advogados, contra juízes e um desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí.

A investigação, que teve início após o registro de ocorrência que apontava indícios dessas práticas, levou aos advogados Flávio Almeida Martins e Henrique Martins Costa Silva. Segundo a polícia, os suspeitos teriam elaborado denúncias falsas junto a órgãos correcionais nacionais, além de produzir dossiês falsificados com a finalidade de pressionar e coagir magistrados.

Foto: Reprodução/InstagramFlávio Almeida Martins e Henrique Martins Costa Silva
Flávio Almeida Martins e Henrique Martins Costa Silva

Em razão disso, os dois advogados foram alvos de mandados de busca e apreensão no último dia 21 de agosto deste ano.

Documentos e aparelhos eletrônicos foram apreendidos e anexados ao inquérito presidido pelo delegado Tales Gomes, que deverá finalizar o procedimento no final do mês de setembro, com o envio do relatório de indiciamento ao Poder Judiciário.

Rapidinhas

Ministério Público deve denunciar homem por matar companheira em Teresina

O relatório do inquérito policial, que indiciou Sérgio Belo de Lira Macedo por crime de tentativa de feminicídio contra a companheira, Raiane do Nascimento Sousa, foi remetido ao Poder Judiciário em 1º de julho deste ano e a expectativa é que o Ministério Público possa se manifestar favorável ao posicionamento da autoridade policial que, em peças complementares, informou ao MP que a vítima em questão havia evoluído para óbito em razão das agressões que sofreu.

O crime ocorreu na região do bairro Promorar, zona sul de Teresina, em 09 de junho deste ano.

Foto: Helio Alef/GP1Núcleo Policial Investigativo de Feminicídio
Núcleo Policial Investigativo de Feminicídio

De acordo com a delegada Nathália Figueiredo, no dia 09 de junho, Sérgio Belo encaminhou Raiane do Nascimento para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Promorar, alegando que ela havia sofrido um acidente doméstico. No entanto, quando a equipe de saúde examinou Raiane, levantou-se a suspeita de que ela pudesse ter sido agredida, em razão das lesões encontradas no corpo da vítima.

Depois de a vítima passar dias internada, a delegada Nathália Figueiredo foi informada que Rayane do Nascimento acabou não resistindo e morreu no Hospital Natan Portela, razão pela qual, a autoridade policial encaminhou em autos complementares a informação da morte de Rayane para que o Ministério Público se manifestasse, no oferecimento da denúncia, pelo feminicídio consumado.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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