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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Mulher assassinada a tiros teve morte decretada pelo Tribunal do Crime do PCC em Teresina

A informação foi confirmada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A jovem Maria Eduarda Ferreira Sena Reis, assassinada a tiros no dia 28 de outubro de 2025, no residencial Lindalma Soares, zona norte de Teresina, teve a morte decretada pelo Tribunal do Crime da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi confirmada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) durante o avanço das investigações.

Segundo a polícia, a decisão pela execução partiu de Iemanjá, considerada “Geral do Estado”, cargo de liderança do núcleo feminino da facção no Piauí. A vítima foi julgada e condenada após ser identificada em um baile reggae no Morro da Esperança, área dominada pelo PCC.

Foto: ReproduçãoMaria Eduarda Ferreira Sena Reis
Maria Eduarda Ferreira Sena Reis

De acordo com o DHPP, a jovem passou a se relacionar com um integrante do Bonde dos 40, facção rival, conhecido como Jubileu. Para os acusados, Maria Eduarda “rasgou a camisa”, expressão usada para indicar o rompimento com a facção e a adesão ao grupo rival. Por conta disso, ao ser reconhecida no evento, foi capturada e levada para uma espécie de Tribunal do Crime.

“A informação que tínhamos é que, uma vez identificada nesse baile reggae, a vítima foi capturada e levada para um tribunal do crime”, explicou a delegada Nathália Figueiredo, responsável pelo caso.

Julgamento e execução por mulheres

Ainda conforme a delegada, dentro das regras internas do PCC, julgamentos envolvendo mulheres são conduzidos por outras mulheres da facção, especialmente aquelas que ocupam posições hierárquicas superiores.

As investigações apontam que Layrice Borges Melo da Silva, conhecida como “Iemanjá”, que exerce a função de Geral do Estado do PCC, teria participado diretamente do tribunal. Também são citadas Adriele, conhecida como “Novinha Celeste”, além de outros envolvidos.

“No que tange ao PCC, é como se fosse uma regra. O julgamento de uma mulher cabe a outra mulher que ocupa posição hierarquicamente superior, inclusive para decretar a morte e a execução”, afirmou a delegada Nathália Figueiredo.

Prisões e operação policial

No último domingo, a Polícia Militar prendeu Michardson Romário Pereira da Costa, apontado como um dos envolvidos no crime. Com ele, foi apreendida uma arma de fogo. A prisão ocorreu em cumprimento a mandado temporário.

Com o avanço das investigações, o DHPP deu início a uma segunda fase da operação, que resultou no cumprimento de mandados de prisão contra Layrice (Iemanjá) e Rodriguinho, outro suspeito de participação no crime. Adriele, a Novinha Celeste, já se encontra no sistema prisional, e o mandado de prisão temporária foi encaminhado à penitenciária feminina para cumprimento.

Durante a operação, um adolescente foi apreendido por posse de entorpecentes, e outro homem que estava no local foi preso após a polícia constatar que ele possuía mandado de prisão em aberto, mesmo após tentar ocultar a verdadeira identidade.

Rapidinhas

DHPP não descarta participação de mais envolvidos na morte de Maria Eduarda

As prisões temporárias têm prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogadas. Segundo o DHPP, novas diligências e interrogatórios ainda serão realizados, e outras prisões não estão descartadas. “A gente vai seguir com os interrogatórios e com as diligências, abrindo possibilidade para mais prisões”, concluiu a delegada.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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