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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
GP1

Defesa de PMs contesta autoria de disparo que matou caminhoneiro no Lourival Parente

No parecer, a defesa sustenta que há inconsistências técnicas no laudo oficial e aponta lacunas.

A defesa dos policiais militares acusados de envolvimento na morte do caminhoneiro Francisco Pereira da Silva Neto apresentou um Parecer Técnico-Científico questionando a autoria do disparo fatal ocorrido durante troca de tiros no dia 11 de novembro de 2024, no bairro Lourival Parente, zona sul de Teresina.

O documento foi assinado pelo engenheiro perito Ranvier Feitosa Aragão, em 15 de fevereiro de 2026, e foi juntado aos autos pela defesa, liderada pelo advogado Otoniel Bisneto.

São réus no caso os policiais militares Clenilson Vieira de Oliveira e Carlos Alberto Vieira de Carvalho, investigados sob acusação de que um disparo efetuado pela cooporação teria atingido o caminhoneiro durante confronto com criminosos na região.

Questionamentos técnicos

No parecer, a defesa representada pelo advogado Otoniel Bisneto, sustenta que há inconsistências técnicas no laudo oficial e aponta lacunas que, segundo o documento, impedem a atribuição segura da autoria do disparo à equipe policial.

Principais pontos levantados

A descrição dimensional do ferimento de entrada, que, segundo a análise, não apresenta correspondência direta com o calibre .40 S&W utilizado pelos policiais, sendo “tecnicamente plausível questionar essa vinculação”.

A modelagem geométrica da trajetória do projétil, que indicaria origem aproximada a seis metros de altura, circunstância considerada incompatível com disparo efetuado do interior da viatura.

Outro ponto questionado, trata-se da ausência do projétil, o que inviabilizaria exame balístico conclusivo para identificação da arma, bem como a inexistência de exame detalhado do local da ocorrência e da vestimenta da vítima, o que comprometeria a determinação da distância do disparo.

Dúvida técnica

Com base nesses elementos, o parecer conclui que, “sob critérios técnicos rigorosos”, não é possível afirmar que o disparo fatal tenha sido efetuado pela composição da Polícia Militar. “A hipótese acusatória não se mostra sustentada por elementos balísticos objetivos e verificáveis”, destaca trecho do documento, que aponta ainda a permanência de “dúvida técnica relevante quanto à autoria do disparo fatal”.

Processo segue em andamento

Os policiais militares Clenilson Vieira de Oliveira e Carlos Alberto Vieira de Carvalho aguardam a data para audiência de instrução que ainda não foi marcada. Enquanto isso, os agentes de segurança seguem em liberdade provisória.

Rapidinhas

Coronel Jacks Galvão assume Coordenação Geral de Fronteiras na Senasp

O coronel da Polícia Militar, Jacks Galvão, assumiu, nessa segunda-feira (23), a Coordenação-Geral de Fronteiras da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Foto: Lucas Dias/GP1Coronel Jacks Galvão
Coronel Jacks Galvão

O coronel Galvão passará a atuar diretamente na área de segurança de fronteiras, um dos setores mais estratégicos no enfrentamento ao tráfico de drogas, armas e crimes transnacionais.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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