Completa nesta terça-feira (03) dez meses de buscas pelo foragido da Justiça Adelaido Gomes Celestino, acusado de assassinar a própria irmã, a advogada Valdenice Gomes Celestino Soares. O crime ocorreu em 3 de março de 2025, no município de Paulistana, e chocou a população local.
As investigações da Polícia Civil do Piauí apontam que Valdenice foi vítima de uma emboscada e morta com diversos disparos de arma de fogo, principalmente na região do pescoço. Ela retornava de uma visita à sua propriedade rural, onde havia ido consertar uma cerca frequentemente danificada por Adelaido, quando foi surpreendida. No momento do crime, a advogada estava acompanhada de uma irmã e do neto.
Durante o inquérito policial, testemunhas relataram que a vítima vinha sofrendo ameaças constantes de irmãos, que não aceitavam sua atuação como inventariante no processo de partilha das terras da família. Familiares também entregaram à polícia áudios e mensagens atribuídas a Narciso Gomes Celestino, outro irmão da vítima, com declarações como: “isso não se resolve na Justiça, mas sim na bala”.
Filho e irmão do acusado foram presos
Segundo a Polícia Civil, Gabriel Celestino, filho de Adelaido, teve participação direta na fuga do pai. Ele foi visto em uma motocicleta nas proximidades do local do crime e, ainda no mesmo dia, em outro município, vestindo roupas semelhantes às descritas por testemunhas.
Relatórios técnicos indicam que o celular de Gabriel estava conectado ao mesmo ponto de internet utilizado por Adelaido na localidade do crime, o que contradiz o depoimento prestado à polícia.
Já Narciso Celestino, irmão de Adelaido, é apontado como o responsável por instigar o crime. Há indícios de que ele teria pressionado o irmão por meio de mensagens, cobrando uma “solução” para o conflito com Valdenice. A polícia investiga, ainda, se Narciso foi responsável pelo envio da arma utilizada no homicídio, o que reforçaria seu possível envolvimento no planejamento do crime.
O desaparecimento do celular da vítima também é alvo da investigação. A principal hipótese é de que o aparelho tenha sido destruído ou ocultado, possivelmente pelos próprios investigados, como forma de eliminar provas.
Equipes da Polícia Civil trabalham com diversas hipóteses, incluindo a possibilidade de que ele esteja fora do país.
Rapidinhas
Justiça põe em liberdade cinco pessoas que haviam sido presas por furto de energia no Piauí
A Justiça colocou em liberdade cinco pessoas que haviam sido presas em quatro municípios no interior do estado, entre a última terça-feira (27) e quinta-feira (29) durante uma ação da Delegacia Especializada na Defesa de Bens e Serviços Públicos (DEBESP), da Polícia Civil do Piauí, no município de Brejo do Piauí, São João do Piauí, Lagoa do Barro do Piauí e São Raimundo Nonato.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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