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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Veja a relação dos alvos da operação que prendeu colombianos em esquema de agiotagem no Piauí

Do total, 23 tiveram prisões decretadas pela Justiça. Até o momento, 14 investigados foram presos.

A Coluna obteve com exclusividade a relação dos 26 investigados alvos da segunda fase da Operação Macondo, deflagrada nessa quinta-feira (05) no Piauí e nos estados do Ceará, Maranhão e Pernambuco. A ação mira uma organização criminosa formada majoritariamente por colombianos, acusada de atuar de forma sistemática na prática da agiotagem, com uso de violência e intimidação contra vítimas e familiares.

Do total de alvos, 23 tiveram prisões decretadas pela Justiça. Até o momento, 14 investigados foram presos, enquanto nove seguem foragidos.

De acordo com a Superintendência de Operações Integradas (SOI) da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, o grupo cobrava juros abusivos e recorria à violência física e moral para garantir o pagamento das dívidas. As investigações apontaram ainda que a pressão exercida pelos criminosos teve consequências extremas.

Foto: Divulgação/SSP-PISegunda fase da Operação Macondo no Piauí
Segunda fase da Operação Macondo no Piauí

Um dos casos mais graves apurados pela polícia envolve o suicídio de um comerciante, ocorrido ainda no ano passado, por ocasião das investigações da primeira fase da operação. A vítima não suportou as constantes ameaças e cobranças impostas pela organização criminosa.

“Além dos empréstimos com juros abusivos, esses colombianos utilizavam muita violência física e psicológica contra as pessoas que contraíam os empréstimos e também contra seus familiares. Em alguns casos, um comerciante chegou a cometer suicídio por não suportar a pressão. Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, 26 pessoas foram alvos, 23 prisões decretadas e conseguimos efetivar 14 prisões. Há ainda nove foragidos. As ações ocorreram no Norte e Sul do Piauí, na capital e também em Petrolina, Pernambuco. Apreendemos quase R$ 6 mil em dinheiro e diversos objetos que comprovam a veracidade da investigação”, detalhou o superintendente da SOI, delegado Matheus Zanatta.

Relação completa dos alvos da Operação Macondo

Cristhian Andres Rojas Montoya

Antonio José Grajales Tobon

Alexis González Giraldo

Brahyan Cardenas Yarce

Jhon Alexander Marulanda Castro

Bryan Steven Perez Espinosa

Anderson Sebastian Rico Diaz

Carlos Luis Hernández Sánchez

Michael Steven Pinchao Ceron

Victor Alfonso Salazar Rios

Ender Yohel Gonzalez Davila

Jorge Eduardo Porras Leon

Carlo Mario Ballestero Lopez

Dany Daniel Paredes Daquilema

Wilson Stiven Goyeneche

Yaqueline Alzate Arias (alcunha “Mylena”)

Marbyo Alves da Costa

Iris Johana Robles Caballero

Jhonatan Estiven Ramirez Jimenez

Eduar Alejandro Huertas Gomez

Leonardo Jose Alvarez Martinez

Duvan Fernandez Caicedo

Lisbeth Catarine Bravo Paz

Jonatan Dario Posada Fernandez

Wilmar Sepulveda Durango

Robert Miguel Meza Quesada

Annys Karelis Aponte Marin

O delegado Roni Silveira, da Superintendência de Operações Integradas (SOI), afirmou que a segunda fase da operação deverá evoluir para novas prisões ao longo das oitivas realizadas até o momento.

Rapidinhas

Morte de pescador em José de Freitas foi encomendada por R$ 5 mil, diz DHPP

A morte do pescador Francisco das Chagas, conhecido como “Chico Sapato”, ocorrida no município de José de Freitas, foi encomendada pelo valor de R$ 5 mil, além do quitamento de uma dívida, segundo revelou o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com o delegado Bruno Ursulino, responsável pela investigação, a vítima foi assassinada por engano, após ser falsamente acusada de colaborar com a polícia em uma operação que desarticulou um grupo de pistoleiros que atuava na região.

Foto: Lucas Dias/GP1Delegado Bruno Ursulino
Delegado Bruno Ursulino

As investigações apontam que o crime foi articulado por Janildo Amaro de Oliveira, conhecido como “Galego”, apontado como líder do grupo criminoso. O mandante, no entanto, foi morto há cerca de duas semanas durante uma intervenção do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI), no município de Luzilândia.

Dinâmica do crime

Segundo o DHPP, os executores foram identificados como:

Francisco Douglas Alves da Silva, conhecido como “Bigodinho”, piloto da motocicleta utilizada no crime; Jefferson Willyam da Silva Santiago, que estava na garupa da moto. Ele possuía uma dívida relacionada à compra de um leitão com o mandante e é casado com a mãe do piloto e Francisco Cláudio Alves da Silva, apontado como o olheiro da ação criminosa.

Conforme o delegado Bruno Ursulino, a motivação do homicídio surgiu após uma operação policial realizada em novembro de 2025, que resultou na prisão de diversos pistoleiros escondidos em uma propriedade rural. “Descobrimos que, naquela região, havia um grupo de pistoleiros que se escondia em um sítio, onde comercializavam entorpecentes e produtos ilícitos, como motocicletas roubadas. Esses criminosos mantinham vínculos com bandidos locais, entre eles os suspeitos presos. A vítima foi apontada, de forma equivocada, como colaboradora da polícia, sob a alegação de que teria informado a localização do local onde o grupo estava escondido, o que não se confirmou”, explicou o delegado.

Crime encomendado

Ainda segundo a autoridade policial, Galego determinou a execução da vítima como forma de represália, acreditando que ela teria colaborado com a polícia. “A ordem foi clara: executar a vítima como forma de castigo. Ele ofereceu R$ 5 mil ao Francisco Douglas e, no caso do Jefferson, prometeu quitar uma dívida relacionada à compra de animais”, detalhou Bruno Ursulino.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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