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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Acusados de participação em execução na zona leste de Teresina são indiciados pelo DHPP

As conclusões constam no inquérito policial conduzido pelo delegado Divanilson Sena.

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu que uma dívida relacionada ao tráfico de drogas foi a motivação para o assassinato de Daniel Gonçalves dos Santos, encontrado morto na madrugada do dia 26 de janeiro deste ano, na região do bairro Vale Quem Tem, zona leste de Teresina.

As conclusões constam no inquérito policial conduzido pelo delegado Divanilson Sena, que investigou o crime e resultou no indiciamento de Carla Beatriz Nunes de Sousa, Benedito Pereira do Nascimento e Francisco Jonas da Silva Araújo por homicídio qualificado.

Foto: Lucas Dias/GP1Delegado Divanilson Sena
Delegado Divanilson Sena

De acordo com as investigações, Daniel foi morto com golpes de arma branca por volta das 4h30 da manhã, na Rua Estudante Lyara de Aquino, no loteamento Santa Bárbara. Inicialmente, a vítima não havia sido identificada, mas posteriormente a polícia confirmou sua identidade e passou a aprofundar as diligências para esclarecer as circunstâncias do homicídio.

Execução planejada

Segundo o relatório policial obtido pela Coluna, os elementos colhidos durante a investigação apontam que Francisco Jonas da Silva Araújo foi o autor direto das facadas que causaram a morte da vítima.

Já Carla Beatriz Nunes de Sousa e Benedito Pereira do Nascimento participou da ação prestando auxílio material e apoio moral ao executor, contribuindo para a consumação do crime.

Para os investigadores, os três agiram em comunhão de esforços, com divisão de tarefas e unidade de propósito, circunstância que caracteriza o concurso de pessoas.

O inquérito reforçou ainda que o grupo atuou com intenção de matar, tendo empregado meios que dificultaram qualquer possibilidade de reação de Daniel Gonçalves dos Santos.

Rapidinhas

Motivação ligada ao tráfico de drogas levou à morte da vítima

A principal linha investigativa aponta que Daniel Gonçalves dos Santos possuía uma dívida de drogas com Francisco Jonas da Silva Araújo. A cobrança do débito desencadeou o conflito que culminou na morte da vítima.

Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil concluiu pela prática do crime de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Justiça determina prisão do acusado de executar Daniel dos Santos

Após meses de investigação, a autoridade policial representou pela prisão preventiva dos três suspeitos e também solicitou mandados de busca e apreensão nos endereços vinculados aos investigados. O pedido foi encaminhado ao Poder Judiciário em março deste ano.

No último dia 9 de abril de 2026, a Justiça acolheu integralmente a representação policial e autorizou as medidas cautelares.

O primeiro a ser localizado foi Francisco Jonas da Silva Araújo, que já se encontrava recolhido na Cadeia Pública de Altos. O mandado de prisão preventiva foi cumprido, recentemente, no dia 11 de maio por policiais penais.

Poucos dias depois, em 15 de maio, equipes policiais deram cumprimento aos mandados expedidos contra Carla Beatriz Nunes de Sousa e Benedito Pereira do Nascimento, presos em suas respectivas residências.

Confissão e versões divergentes

Durante os interrogatórios, Francisco Jonas confessou a autoria do homicídio e admitiu ter desferido os golpes de faca que mataram Daniel Gonçalves dos Santos.

Por outro lado, Carla Beatriz e Benedito negaram qualquer participação no crime. Ambos afirmaram à polícia que Jonas teria agido sozinho e sem qualquer colaboração de terceiros.

Apesar das negativas, a investigação sustenta que existem indícios suficientes de envolvimento dos dois suspeitos na execução do homicídio, motivo pelo qual eles também foram indiciados.

Caso segue agora para o crivo do Poder Judiciário

Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar o conjunto probatório e decidir sobre o oferecimento da denúncia criminal contra os investigados.

Os três suspeitos poderão responder por homicídio qualificado, crime considerado hediondo e que prevê penas severas em caso de condenação.

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa considera o caso esclarecido, mas a definição sobre a responsabilidade individual de cada acusado caberá ao Poder Judiciário durante a tramitação da ação penal.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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