O juiz Muccio Miguel Meira determinou a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de Júlio Cesar Carvalho Neu, acusado de atropelar o policial penal Gilvan Furtado Leite, de 53 anos, e a filha dele, Geane Cassimiro Furtado, de 21 anos, durante um grave acidente ocorrido no bairro Bela Vista, zona sul de Teresina, no último dia 06 de junho.
A decisão foi proferida no último dia 7 de junho. Embora tenha homologado a prisão em flagrante do motorista, o magistrado entendeu que não estavam presentes os requisitos para a conversão da prisão em preventiva e concedeu liberdade provisória ao investigado mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil e o cumprimento de uma série de medidas cautelares.
Entre as determinações impostas pela Justiça está a suspensão da habilitação do acusado, com proibição expressa de conduzir qualquer veículo automotor enquanto durar a tramitação do processo. O magistrado também determinou comparecimento obrigatório a todos os atos processuais, apresentação bimestral em juízo para informar suas atividades, proibição de deixar a comarca sem autorização judicial e recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga.
Na decisão, o juiz ressaltou que o valor da fiança poderá ser destinado à vítima que sofreu as lesões mais graves, para auxiliar no custeio de medicamentos e procedimentos médicos necessários durante o tratamento.
“O descumprimento das medidas cautelares determinadas pode ensejar a decretação da prisão preventiva do autuado”, destacou o magistrado.
Acidente foi registrado por câmeras
O caso ocorreu na noite do dia 6 de junho e ganhou grande repercussão após imagens de câmeras de segurança mostrarem o momento da colisão. As gravações indicam que o carro conduzido por Júlio Cesar Carvalho Neu invadiu a contramão e atingiu violentamente a motocicleta ocupada pelo policial penal e sua filha.
Com o impacto, as vítimas foram arremessadas ao solo e sofreram ferimentos graves. Conforme informações repassadas pelas autoridades, o motorista deixou o local sem prestar socorro.
Segundo a Polícia Militar, Júlio Cesar foi localizado posteriormente e apresentava sinais de embriaguez quando foi conduzido para a Central de Flagrantes de Teresina. A investigação segue em andamento para apurar todas as circunstâncias do acidente.
Estado de saúde das vítimas mobilizou categoria
O atropelamento provocou forte comoção entre policiais penais do Piauí e do Maranhão. Informações divulgadas por familiares apontaram que Gilvan Furtado permaneceu internado em estado grave, com sangramento cerebral considerado de difícil intervenção médica. Já sua filha, Geane Cassimiro Furtado, precisou ser transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após apresentar agravamento no quadro clínico, com hemorragia, microtraumas e fraturas decorrentes da colisão.
A repercussão do caso levou colegas de profissão das vítimas a realizarem manifestações públicas cobrando rigor na apuração dos fatos e responsabilização do condutor. A mobilização ocorreu dias após a soltura do investigado mediante pagamento da fiança estabelecida pela Justiça.
Investigação continua
Apesar da concessão da liberdade provisória, Júlio Cesar Carvalho Neu continua respondendo ao processo criminal e deverá cumprir todas as determinações judiciais impostas na audiência de custódia.
Rapidinhas
Cadê o foragido?
Passados mais de 14 meses do assassinato da advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, o principal acusado do crime, Adelaido Gomes Celestino, segue longe das grades. O que chama atenção é que, mesmo com toda a estrutura das forças de segurança do Estado, o suspeito continua desaparecido, como se tivesse evaporado do mapa.
Justiça incompleta
A execução da advogada Valdenice Gomes chocou o Piauí e ganhou repercussão nacional. No entanto, enquanto familiares aguardam uma resposta definitiva, o homem apontado pela Polícia Civil como autor do crime continua foragido. A sensação é de que a investigação avançou, mas a Justiça ainda não conseguiu exercer seu papel punitivo.
Um ano e dois meses depois
Em maio, a fuga de Adelaido Gomes Celestino completou um ano e dois meses. Tempo suficiente para reforçar uma pergunta que permanece sem resposta: onde está o homem acusado de matar a própria irmã em uma disputa familiar por terras? Até agora, ninguém conseguiu encontrá-lo.
Cobrança inevitável
O caso Valdenice voltou a expor uma cobrança recorrente da sociedade: a dificuldade em capturar foragidos de grande repercussão. Enquanto operações policiais são anunciadas diariamente, a prisão de um acusado de homicídio que teve ampla divulgação ainda não saiu do papel.
Família espera resposta
A família da advogada Valdenice segue convivendo com a dor da perda e com a ausência de uma resposta concreta. Afinal, mais de um ano após o crime, o acusado continua foragido e o desfecho do caso permanece distante do esperado por parte dos familiares da vítima.
Recurso de Tatiana Medeiros está na mesa do TRE
A batalha jurídica envolvendo Tatiana Medeiros, Alandilson Cardoso Passos e os demais condenados por crimes eleitorais e lavagem de dinheiro entrou em uma nova fase. Desde 24 de maio, o recurso da defesa aguarda análise do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), que terá a missão de revisar uma das decisões mais repercutidas da Justiça Eleitoral nos últimos anos.
Defesa aposta em nulidades
A estratégia dos advogados passa longe da discussão apenas sobre as penas. O foco principal do recurso é atacar a validade da sentença e das provas utilizadas no processo. A defesa sustenta que houve omissões na decisão judicial e questiona desde a competência da Justiça Eleitoral até a legalidade de provas originadas da Operação Denarc 64.
Condenação sob contestação
Entre os pontos mais sensíveis do recurso está a condenação de Alandilson Cardoso Passos, que recebeu uma das penas mais elevadas do processo. Os advogados pedem desde a anulação da sentença até a absolvição do réu, ou, alternativamente, a redução das penas impostas pela Justiça.
Com os embargos de declaração já rejeitados, o caso agora está oficialmente nas mãos dos desembargadores eleitorais. A expectativa é que o TRE-PI decida se mantém integralmente a sentença ou se acolhe algum dos argumentos apresentados pela defesa. Até lá, o processo segue produzindo novos capítulos.
Olho na cadeia de custódia
Um dos argumentos que pode ganhar destaque no julgamento é a suposta quebra da cadeia de custódia das provas extraídas de aparelhos celulares. A defesa alega que houve compartilhamento de informações entre diferentes investigações sem a observância dos requisitos legais, tese que costuma ser alvo de intenso debate nos tribunais superiores.
Jogo ainda aberto
Apesar da condenação em primeira instância, a disputa judicial está longe do fim. O recurso apresentado pela defesa abre caminho para uma reavaliação completa de questões processuais e probatórias. Nos bastidores do Judiciário, a expectativa é de que o julgamento no TRE-PI seja acompanhado de perto por políticos, advogados e investigadores envolvidos no caso.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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