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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Justiça marca audiência de membros do Bonde dos 40 acusados de sequestrar e matar desafeto em Teresina

A audiência será realizada na 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina.

A Justiça designou para o próximo dia 30 de julho de 2026, às 9h, a audiência de instrução e julgamento da ação penal que apura o sequestro, tortura e assassinato de Bartolomeu Gabriel Oliveira Gomes, crime ocorrido em 2024, em Teresina.

A audiência será realizada na 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, sob a condução do juiz Múccio Miguel Meira, no âmbito do processo que trata de ação penal por homicídio qualificado.

Foto: Alef Leão/GP1Equipe do DRACO em área de atuação do Bonde dos 40
Equipe do DRACO em área de atuação do Bonde dos 40

Figuram como réus na ação Jardielson Araújo Soares, Gutemberg Pereira da Silva, Elianderson de Sousa Silva e Carlos Alberto Ferreira Filho, todos apontados pelo Ministério Público como integrantes da facção criminosa Bonde dos 40 e denunciados pela participação no homicídio.

Conforme mandado expedido pela Justiça, foi determinada a intimação de testemunhas para comparecimento à audiência, entre elas Bartolomeu Gomes da Cruz, pai da vítima, que deverá prestar depoimento perante o Tribunal do Júri. O mandado ainda adverte que a ausência injustificada poderá resultar em condução coercitiva, conforme prevê a legislação processual penal.

Entenda o caso

As investigações do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam que Bartolomeu Gabriel Oliveira Gomes foi sequestrado no dia 29 de setembro de 2024, após deixar o Clube do River, no bairro Portal da Alegria, zona sul de Teresina. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi levada por integrantes do Bonde dos 40, submetida a interrogatórios e torturas antes de ser assassinada.

Ainda conforme a investigação, o crime foi motivado pela guerra entre facções criminosas. Bartolomeu era apontado como suposto integrante ou simpatizante do PCC e passou a frequentar uma área dominada pelo Bonde dos 40, circunstância que teria motivado sua execução.

O corpo da vítima somente foi localizado em 30 de outubro de 2024, já em avançado estado de decomposição, em um terreno baldio situado entre a BR 316 e o bairro Teresina Sul, após denúncias anônimas encaminhadas à Polícia Militar.

A investigação concluiu que Bartolomeu foi mantido em cativeiro, torturado e morto antes da ocultação do cadáver. Em novembro de 2025, o DHPP cumpriu mandados de prisão contra investigados pelo crime, sendo presos Gutemberg Pereira da Silva, Carlos Alberto Ferreira Filho e Elianderson de Sousa Silva, enquanto Jardielson Araújo Soares figurou entre os denunciados pela participação no homicídio.

Com a audiência de instrução marcada, o processo avança para a fase de produção de provas, quando serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além dos interrogatórios dos réus, etapa que antecede a decisão sobre o envio do caso a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Rapidinhas

Acerto de contas?

Menos de 20 dias após deixar o sistema prisional, Gutemberg Pereira da Silva foi executado com pelo menos 17 tiros dentro de casa, na zona sul de Teresina. A principal linha de investigação do DHPP aponta para um possível acerto de contas ligado à guerra entre facções criminosas.

Velho conhecido

Segundo o delegado Danúbio Dias, Gutemberg era investigado pelo DHPP desde 2015 e acumulava passagens por homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa. O histórico fez dele um velho conhecido das forças de segurança.

Caso Bartolomeu

Gutemberg respondia como réu pelo sequestro, tortura e assassinato de Bartolomeu Gabriel Oliveira Gomes. Conforme o DHPP, ele participou diretamente da ação criminosa, que terminou com a execução da vítima e a ocultação do cadáver. O processo tramita na 3ª Vara do Tribunal do Júri de Teresina.

Liberdade curta

Preso durante as investigações da morte de Bartolomeu Gabriel, Gutemberg obteve liberdade no dia 3 de julho. A permanência fora da prisão durou menos de 20 dias antes de ser assassinado e ele nem passará por audiência de instrução e julgamento.

Na mira da polícia

Além do homicídio de Bartolomeu Gabriel, Gutemberg também era investigado por participação em um latrocínio na região de Água Branca, tráfico de maconha e cocaína e porte ilegal de arma de fogo.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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