Com a vice-governadoria cada vez mais fora de alcance, o nome de Vinícius Dias, filho do ministro Wellington Dias, começa a circular nos bastidores como uma possibilidade real para ocupar a primeira suplência do deputado federal Júlio César (PSD), que pretende disputar o Senado Federal em 2026. O movimento, ainda embrionário, reforça o velho estilo do ministro: manter a família orbitando o poder e, ao mesmo tempo, preservar pontes sólidas dentro da base aliada.
Wellington, que segue com enorme influência nos rumos da política piauiense, nunca escondeu o desejo de ver o filho em posição de destaque. A vice era o plano A, mas a articulação não avançou. Agora, a suplência aparece como um caminho mais discreto, porém estratégico, para manter Vinícius dentro do tabuleiro.
Em entrevista, Júlio César foi direto ao afirmar que a decisão sobre a escolha do suplente “caberá ao ministro”. O gesto público de deferência revela mais do que uma simples gratidão: mostra o peso político que Wellington ainda exerce sobre a bancada piauiense em Brasília.
Nos bastidores, a leitura é de que Júlio César acena ao ministro em tom de reciprocidade. Afinal, a relação entre os dois sempre foi de conveniência mútua e garantir um nome indicado por Wellington Dias na suplência pode significar, em futuro próximo, mais estabilidade dentro da base governista e, claro, a manutenção de um elo importante com o PT no Piauí.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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