A federação formada por PT, PCdoB e PV, que hoje se mantém oficialmente para as eleições de 2026, pode não resistir até o próximo pleito. Conforme apuração desta colunista, os dirigentes das três siglas já avaliam internamente os impactos das recentes mudanças em suas composições e o futuro da aliança partidária.
O PT continua sendo o eixo central do campo governista, mas as movimentações em torno do PSD e do MDB, que mantêm uma coligação formal, ainda que sob pressão, mostram que o bloco de oposição busca aproveitar o momento de indefinição para se fortalecer. As saídas de nomes como Fábio Abreu e Charles Pessoa, somadas à entrada de Wilson Martins, indicam que o equilíbrio entre as forças partidárias ainda está em aberto.
O grupo perdeu o ex-deputado Fábio Abreu, que se filiou ao Republicanos, e o delegado Charles Pessoa, que optou por ingressar no PT. Em contrapartida, o bloco ganhou o reforço do ex-governador Wilson Martins, que aparentemente não foi suficiente.
Lideranças locais avaliam que a possível ruptura da federação pode abrir novas possibilidades de articulação e rearranjar o campo político estadual. No caso do Piauí, onde o PT tem forte presença e liderança consolidada, a separação abriria caminho para arranjos mais flexíveis, mas também para disputas internas mais intensas dentro do próprio campo progressista.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
Ver todos os comentários | 0 |