Nos bastidores da política teresinense, a decisão do vereador Luís André (PL) de não disputar qualquer cargo eletivo neste momento, nem a presidência da Câmara Municipal redesenha o cenário e, de certa forma, simplifica o caminho para Bruno Vilarinho, que desponta como nome natural do grupo governista.
Fontes próximas ao parlamentar e ouvidas por esta colunista confirmam que Luís André, recém-saído de uma campanha intensa que lhe garantiu o atual mandato, quer agora concentrar suas energias exclusivamente no exercício da vereança. Nada de disputas internas, nada de aventuras políticas. A prioridade, dizem aliados, é fortalecer sua base, atuar de forma mais técnica e preservar capital político para o futuro.
Esta colunista apurou, com exclusividade, que Luís André rejeitou qualquer possibilidade de disputar a presidência da Câmara, pelo menos por hora. A informação, confirmada por interlocutores próximos, reforça o perfil prudente do vereador, que prefere observar os movimentos e atuar como articulador discreto, sem se envolver diretamente nas disputas de poder.
A decisão, contudo, tem efeito prático imediato: abre espaço para que Bruno Vilarinho avance com mais tranquilidade em suas articulações. Embora o próprio Vilarinho insista no discurso de que seu foco é a liderança do Executivo na Casa, é consenso entre aliados ouvidos por está colunista que ele trabalha para construir as condições de uma candidatura à presidência, movimento que ganha fôlego com a ausência de resistências internas.
Luís André já havia demonstrado o mesmo comportamento quando, ainda este ano, foi convidado pelo presidente estadual do PL, Tiago Junqueira, a disputar uma vaga de deputado federal. Recusou, sem hesitar. A recusa de agora segue a mesma lógica: agir com sobriedade, sem se lançar em batalhas desnecessárias.
Enquanto isso, a disputa tende a afunilar entre Bruno Vilarinho, amparado pelo tio, Marcos Antônio Aires, secretário de Planejamento e Coordenação (Semplan) e Gustavo de Carvalho, nome próximo ao vice-prefeito Jeová Alencar, uma das figuras de maior peso na política municipal. E, como já se sabe, na política, quando alguém sai de cena, não significa ausência significa influência em outro tom.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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