O cenário político piauiense segue em movimento, especialmente quando se trata de articulações para as eleições de 2026. O vereador Draga Alana (PSD) desistiu do projeto de filiação ao PT e que está em avançadas tratativas para ingressar no MDB, legenda pela qual pretende disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Piauí.
A decisão não representa um rompimento com o grupo governista. Pelo contrário: Draga Alana, mesmo filiado ao MDB, continuará contando com o apoio de importantes lideranças petistas, como os deputados Dudu Borges e Cícero Magalhães.
O movimento de Draga Alana tem sido lido como estratégico nos bastidores. Embora o PT tenha tradição e capilaridade, o MDB oferece maior flexibilidade para composição de chapas e viabilização de candidaturas, especialmente no cenário proporcional. A sigla, historicamente, tem funcionado como uma força agregadora dentro da base aliada, permitindo que novos nomes cheguem com competitividade às eleições.
O movimento de Draga Alana pode indicar uma tendência maior para o pleito de 2026: a migração de lideranças para partidos que oferecem condições mais favoráveis de disputa, sem que isso represente afastamento do núcleo político do governador Rafael Fonteles. O MDB, por sua capacidade de articulação e tradição de acolher nomes estratégicos, surge como um porto seguro para candidatos que buscam viabilidade eleitoral.
A permanência do apoio petista ao projeto de Draga Alana mostra maturidade política e coesão dentro da base. Em um contexto de disputas cada vez mais competitivas, a convergência entre MDB e PT no Piauí pode ser decisiva para manter a hegemonia do grupo no Estado e contribuir para o projeto nacional de reeleição do presidente Lula.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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