O Partido dos Trabalhadores marcou para o dia 26 de janeiro a aguardada reunião com o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, para tratar da escolha do nome que ocupará a vaga de vice na chapa governista. O encontro, no entanto, só ocorrerá após o retorno do presidente estadual do PT, Fábio Novo, que se encontra em período de férias.
A demora não é casual. Wellington Dias tem adotado uma postura calculadamente discreta, evitando se comprometer publicamente com qualquer nome e mantendo margem para negociação interna. Fontes do partido indicam que o ministro tem ventilado, de forma reservada, o nome do próprio filho, Vinicius Dias, buscando respaldo sobretudo entre setores mais veteranos da legenda. A estratégia, porém, tem gerado ruídos, especialmente pela resistência de Wellington em assumir essa possibilidade de maneira clara, o que aumenta a ansiedade entre aliados.
Enquanto o ministro administra o tempo e o silêncio, o governador Rafael Fonteles atua em sentido oposto. Nos últimos dias, Fonteles já apresentou o nome do ex-secretário de Educação Washington Bandeira a aliados estratégicos e foi direto ao ponto: cobrou fidelidade à sua indicação. Mais do que isso, a reunião do partido com Washington Bandeira já ocorreu, sinalizando que o governador não apenas anunciou um nome, mas começou a tratá-lo como opção concreta dentro da estrutura partidária. O gesto foi interpretado como uma tentativa de consolidar apoio antes que a discussão interna ganhe contornos mais públicos e difíceis de controlar.
O contraste entre as posturas expõe uma disputa que vai além da escolha de um nome. De um lado, Wellington tenta preservar capital político e evitar desgaste precoce; do outro, Fonteles trabalha para fechar fileiras e reduzir espaços para alternativas.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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