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Colunista Neile Castelo Branco
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Não adianta se intrometer, Rafael Fonteles é quem manda

Rafael não deu a mínima ao burburinho de que Wellington Dias não gostou de sua escolha para a vice.

Há seis meses antes do período das convenções partidárias, “apareceu” a informação de que o governador Rafael Fonteles (PT), para o pleito da reeleição em 2026, já havia escolhido o então secretário de Educação, Washington Bandeira, para ser seu companheiro de chapa como pré-candidato a vice-governador.

Rafael Fonteles não deu a mínima ao burburinho de que o seu “padrinho” político, o ministro Wellington Dias (PT), não aprovou nem gostou da forma como ele escolheu seu pré-candidato a vice.

Foto: Lucas Dias/GP1Rafael Fonteles
Rafael Fonteles

Parte dos petistas piauienses acendeu uma “vela” para o ministro e outra para o governador. Quem se bandeou para o lado do ministro “aquietou logo o facho” quando sentiu que o governador não estava para brincadeira e estava com a “caneta cheia”, com projeção geométrica de reeleição, segundo pesquisas de intenção de voto divulgadas pela imprensa, já no primeiro turno. Diante do risco de ficar de mal com o chefe do Executivo, a alternativa foi “recolher o trem de pouso” e deixar o ministro à toa. Afinal de contas: “ordem dá quem pode, e obedece quem tem juízo”.

Diretriz de Lula e apoio ao Senado

E o governador Rafael Fonteles (PT) segue na mesma pisada, impávido. Do seio petista surgiu um recado. Desta vez, dizem: do presidente Lula, de fato, o dono do partido, dando conta de que ele quer, em cada estado da Federação, um candidato do partido ao Senado da República, pois lá o PT só tem nove cadeiras e corre o risco de, em outubro próximo, esse número diminuir e, em 2027, o partido ficar ainda menor no Senado.

A diretriz que o governador deveria seguir era desbancar o deputado federal Júlio César (PSD) da pré-candidatura ao Senado para a pré-candidatura a vice-governador, em substituição a Washington Bandeira. A partir dessa mudança, o partido escolheria outro nome para ser candidato ou candidata ao Senado, com participação do ministro Wellington Dias. Não deu outra. De cangote grosso, o governador ratificou apoio total à candidatura do deputado Júlio César de Carvalho Lima ao Senado.

Independência de Rafael Fonteles

Rafael Fonteles não dá a mínima a quem o rotula de ingrato por não “obedecer” ao ex-governador Wellington Dias, de quem foi secretário da Fazenda e que o indicou como candidato a governador. À época, em meados de 2021, não houve, no PT, voz insurgente contra a decisão do então governador — hoje senador, eleito em 2022, licenciado e no exercício do cargo de ministro do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome.

A forma de agir do governador Rafael Fonteles (PT), tanto na escolha do pré-candidato a vice-governador quanto no apoio irrestrito à pré-candidatura ao Senado do deputado federal Júlio César (PSD), remete às falas do professor Carlos Said, nas transmissões de jogos de futebol pela Rádio Pioneira de Teresina, quando concluía um comentário: “e ai e ui”.

Substitutos para secretarias e coordenadorias

O governador Rafael Fonteles (PT) já pensa em substitutos(as) para deputados e deputadas que estão ocupando secretarias e coordenadorias:

Deputada Simone Pereira (MDB) — Coordenadoria de Enfrentamento às Drogas e Juventude;

Deputada Janaína Marques (PT) — Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico;

Deputado Nerinho (PT) — Secretaria da Defesa Civil;

Firmino Paulo (PT) — Secretaria de Irrigação e Defesa Civil;

Fábio Xavier (PT) — Secretaria de Agronegócio e Empreendedorismo Rural;

Flávio Rodrigues Nogueira Júnior (PT) — Secretaria de Infraestrutura;

Deputado Carlos Augusto (MDB) — Secretaria de Justiça.

A contagem é regressiva. A desincompatibilização deve ser feita até seis meses antes do primeiro turno da eleição, que neste ano será no dia 4 de outubro.

Pré-candidatos e filiações partidárias

Só lembrando: o doutor Thales, que em 2022 foi eleito pelo PP com 57.761 votos e é secretário de Saúde da Prefeitura de Picos, também tem seis meses para deixar o cargo que exerce, caso queira ser candidato a deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores, mesmo contra a vontade do vereador Dudu Borges, um dos próceres do PT teresinense. Ele não conseguiu filiar à legenda o vereador Draga Alana, do PSD, que agora tem filiação anunciada ao MDB, pelo qual será candidato a deputado estadual, conforme já anunciou o presidente regional do partido, o senador Marcelo Castro.

Decisão do PP sobre Governo do Estado segue indefinida entre Margarete Coelho e Joel Rodrigues

Foto: Divulgação/AscomCiro Nogueira, Margarete Coelho e Joel Rodrigues
Ciro Nogueira, Margarete Coelho e Joel Rodrigues

E o tempo está passando. O tempo voa. Enquanto isso, o PP só tem um pré-candidato para a chapa majoritária: o senador Ciro Nogueira, que vai tentar a reeleição. Seguem apenas especulações sobre a escolha da pré-candidatura ao Governo do Estado, versando sobre a advogada Margarete Coelho — ex-deputada estadual, ex-deputada federal, ex-vice-governadora e atual diretora administrativa e financeira do Sebrae — e o ex-vereador e ex-prefeito de Floriano, Joel Rodrigues, que foi candidato ao Senado em 2022.

A decisão entre Margarete ou Joel, segundo informações correntes na mídia, será tomada em uma reunião da qual participará o prefeito de Teresina, Silvio Mendes, que já demonstrou simpatia pela candidatura de Joel Rodrigues.

Cenário partidário no Piauí

Já o PSDB, no Piauí, ressuscitado pelo advogado Jorge Lopes, anunciou que a médica Lúcia Santos é pré-candidata a governadora do Estado pela legenda, enquanto ele próprio, Jorge Lopes, é pré-candidato ao Senado. Falta a outra candidatura ao Senado.

Pelo PL, o radialista, jornalista e escritor Toni Rodrigues é a pré-candidato a governador, e o agropecuarista Tiago Junqueira, pré-candidato ao Senado.

Sugestão de leitura

Foto: ReproduçãoLivro de Fernando de Almeida Freitas
Livro de Fernando de Almeida Freitas

A sugestão é o recém lançado livro de autoria do economista e ex-prefeito, Fernando de Almeida Freitas. A leitura propicia mais conhecimento sobre a historia do Piauí.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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