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Artistas do Brasil cativam produtores estrangeiros no RJ

Diversidade brasileira chama atenção de especialistas ingleses durante Rodada de Negócios.

Samba de raiz, música eletrônica, forró, bossa nova e baião. Diferentes ritmos brasileiros foram apresentados como produto durante Rodada de Negócios realizada no último dia do Brasil Music Exchange, nesta quarta-feira (5), na sede da Associação Comercial da capital carioca. O evento, que começou na segunda-feira (03), foi organizado pelo Brasil Música & Artes (BM&A), Sebrae no Rio de Janeiro, Apex Brasil e Associação Comercial.

A segunda edição do encontro teve a presença de profissionais locais e sete especialistas ingleses. De 130 candidatos brasileiros, apenas 35 artistas e produtores participaram da Rodada de Negócios. A escolha foi definida por meio de seleção por pitching, onde os profissionais têm que apresentar uma proposta de trabalho em alguns minutos.

“O Brasil tem uma incrível variedade musical, muito além do samba e da bossa nova. A música brasileira é original e tem mesmo algo muito especial. Vou divulgar esses novos trabalhos com prazer”, afirmou a cantora britânica e apresentadora de um programa musical na BBC, Lopa Kothari.

A produtora cultural, Rosi Cruz, da empresa Martinica explica que “ninguém participa de um evento como esse achando que vai sair com um contrato milionário. A Rodada é importante porque é mais fácil conversar frente à frente e discutir sobre possibilidades de divulgação em diferentes formatos. Essa rede de relacionamentos é fundamental”.

Manuela Leal, compositora de música eletrônica, cantora e dona do projeto Anna-Anna, foi convidada para cinco reuniões e comemorou o resultado. "Pude discutir participação em festivais, formato de shows e locais de apresentação adequados ao meu trabalho. Fiz tudo sozinha até agora, mas sinto que eles representam o próximo passo".

David McLoughlin, diretor da BM&A - organização sem fins lucrativos que promove a música brasileira no exterior - ressaltou que a indústria da música depende de uma rede de relacionamentos e oportunidades que vão muito além da venda de CDs. “Inclui, por exemplo, trilhas para o cinema, TV e games, que chamamos de sincronização. Ou ainda shows e participação em festivais. Não se pode pensar apenas localmente, até porque o mercado internacional é muito mais aberto à experimentações”.

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