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Justiça decreta prisão de homem suspeito de matar punk em São Paulo

As informações são da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

A Justiça decretou a prisão temporária, por 15 dias, do skinhead Guilherme Losano Oliveira, de 20 anos, suspeito de matar o punk Johni Raoni Falcão Galanciak, 25, durante uma briga de gangues em São Paulo, no último fim de semana. As informações são da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

De acordo com a delegada titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), Margarette Correa Barreto, Guilherme afirmou no depoimento que estava no local da briga mas não confessou a autoria do crime. Ele foi reconhecido por testemunhas.

O suspeito será transferido ainda nesta sexta-feira, 9, para o 2.º DP (Bom Retiro). Cerca de 20 pessoas já foram ouvidas e as investigações continuam.

Briga. A briga entre Punks e skinheads aconteceu perto do Carioca Club, na rua Cardeal Arcoverde, antes do show da banda britânica Cock Sparrer, no sábado, 3.

Quando as gangues se encontraram, deram início a um grande confronto com direito a tiros, facadas e explosões de coquetéis molotov.

O funcionário de um dos estacionamentos vizinhos, que presenciou o confronto, relatou que a briga começou quando cerca de 70 punks e skinheads comunistas desceram de um ônibus e subiram a pé o trecho final da Cardeal Arcoverde - onde encontraram os skinheads rivais, os neonazistas. Testemunhas também disseram que os skinheads usaram tochas e lançaram coquetel molotov na multidão.

Johni Galanciak tomou uma paulada na cabeça, golpe que o fez cair no chão. Segundo testemunhas, foi neste momento que ocorreu o esfaqueamento pelos skinheads, mas ninguém soube dizer quantos agressores eram.

O estudante ainda foi socorrido por uma ambulância que sempre fica parada no estacionamento na frente do clube, mas morreu horas depois, no Hospital das Clínicas.

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