O Ministério Público do Trabalho identificou irregularidades relacionadas à segurança dos trabalhadores na diligência realizada no canteiro de obras da Arena Palestra. Um dos problemas encontrados foi o uso inadequado de grades protetoras.
A inspeção foi motivada pela morte na terça-feira do operário Carlos de Jesus, atingido pelas lajes do setor em que serão construídos os camarotes do novo estádio. A construtora WTorre, responsável pela obra, será convocada na semana que vem para assinar um termo e corrigir todos os problemas.
Se não corrigi-los, poderá sofrer uma ação cível e até ser obrigada pelo Ministério Público a interromper as obras. Paralelamente, a construtora já foi multada por danos morais coletivos - o valor não foi divulgado.
Não foi a primeira vez que a empresa foi autuada. Em 2012, vários autos de infração foram lavrados por fiscais do trabalho por irregularidades relativas a saúde e segurança. Para cada problema, a empresa tem um período para se adequar, que varia de acordo com a gravidade. Até o fechamento da edição, a WTorre não havia se pronunciado.
INQUÉRITO
O delegado Marco Aurélio Batista, que atua no 23.º Distrito Policial, em Perdizes, e é o responsável pelo caso, informou que deve ouvir "não só os operários que estavam envolvidos na infraestrutura, mas também quem autorizava e fiscalizava a obra". Os dirigentes do Palmeiras, por enquanto, não serão chamados para depor no inquérito, que deverá ser terminado em 30 dias. Após a conclusão do inquérito, o Ministério Público de São Paulo vai se pronunciar.
Crispiniano Santos, operário ferido, prestou depoimento na delegacia de Perdizes. "Ele contou que não percebeu nada antes da queda da laje. Foi tudo de repente e ele ficou inconsciente. Só acordou depois, quando era socorrido", disse o delegado.
ALERTA
O engenheiro Marcelo Tessler, especialista em gerenciamento de obras, afirma que ainda é cedo para apontar as causas da queda das lajes, mas garante que os acidentes, em geral, são causados por negligência dos operários, da construtora ou da fiscalização. O especialista também acredita que a morte do operário vai provocar uma profunda revisão dos processos. "A construtora deve estar revendo tudo o que está sendo feito. Deve estar um pandemônio lá."
Segundo Tessler, o acidente servirá como um alerta para todas as grandes obras em construção no Brasil. "Todo acidente traz lições, principalmente neste momento em que o Brasil se prepara para a Copa."
A construtora informou que o corpo de Carlos de Jesus será enterrado em Araci, na Bahia, a pedido dos familiares - eles estão sendo acompanhados por um psicólogo.
A inspeção foi motivada pela morte na terça-feira do operário Carlos de Jesus, atingido pelas lajes do setor em que serão construídos os camarotes do novo estádio. A construtora WTorre, responsável pela obra, será convocada na semana que vem para assinar um termo e corrigir todos os problemas.
Se não corrigi-los, poderá sofrer uma ação cível e até ser obrigada pelo Ministério Público a interromper as obras. Paralelamente, a construtora já foi multada por danos morais coletivos - o valor não foi divulgado.
Não foi a primeira vez que a empresa foi autuada. Em 2012, vários autos de infração foram lavrados por fiscais do trabalho por irregularidades relativas a saúde e segurança. Para cada problema, a empresa tem um período para se adequar, que varia de acordo com a gravidade. Até o fechamento da edição, a WTorre não havia se pronunciado.
INQUÉRITO
O delegado Marco Aurélio Batista, que atua no 23.º Distrito Policial, em Perdizes, e é o responsável pelo caso, informou que deve ouvir "não só os operários que estavam envolvidos na infraestrutura, mas também quem autorizava e fiscalizava a obra". Os dirigentes do Palmeiras, por enquanto, não serão chamados para depor no inquérito, que deverá ser terminado em 30 dias. Após a conclusão do inquérito, o Ministério Público de São Paulo vai se pronunciar.
Crispiniano Santos, operário ferido, prestou depoimento na delegacia de Perdizes. "Ele contou que não percebeu nada antes da queda da laje. Foi tudo de repente e ele ficou inconsciente. Só acordou depois, quando era socorrido", disse o delegado.
ALERTA
O engenheiro Marcelo Tessler, especialista em gerenciamento de obras, afirma que ainda é cedo para apontar as causas da queda das lajes, mas garante que os acidentes, em geral, são causados por negligência dos operários, da construtora ou da fiscalização. O especialista também acredita que a morte do operário vai provocar uma profunda revisão dos processos. "A construtora deve estar revendo tudo o que está sendo feito. Deve estar um pandemônio lá."
Segundo Tessler, o acidente servirá como um alerta para todas as grandes obras em construção no Brasil. "Todo acidente traz lições, principalmente neste momento em que o Brasil se prepara para a Copa."
A construtora informou que o corpo de Carlos de Jesus será enterrado em Araci, na Bahia, a pedido dos familiares - eles estão sendo acompanhados por um psicólogo.
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