Fechar
GP1

Brasil

Trabalhadores são resgatados de navio onde viviam em condição de trabalho escravo

Na Bahia, trabalhadores vivem em condição de trabalho escravo em navio. Operação de resgate foi feita na terça-feira (1º), no Porto de Salvador.

Foram resgatados por procuradores e auditores, 11 funcionários da empresa que explora cruzeiros marítimos, MSC Crociere, que estavam em condições de trabalho análogo ao de escravos, no Porto de Salvador.

Os trabalhadores estavam a bordo do navio MSC Magnifica, que esteve na capital baiana entre as 8h e 17h da última terça-feira (1º). Os funcionários eram submetidos a trabalhar por 11 horas diárias, além de sofrer assédio sexual e moral, além de humilhações e cobranças excessivas. Após a força-tarefa colher depoimentos que configuraram a situação de trabalho escravo, os funcionários deixaram a embarcação.

Além do MPT, a operação envolveu Ministério do Trabalho e Emprego, Defensoria Pública da União e Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência, com o apoio da Polícia Federal.

Imagem: Rogério Paiva/Divulgação11 pessoas são resgatadas em navio da BA.(Imagem:Rogério Paiva/Divulgação)11 pessoas são resgatadas em navio da BA.

Os trabalhadores foram levados para um hotel de Salvador, onde estão até esta sexta-feira (4). As denúncias foram feitas pelos próprios trabalhadores do navio estavam sendo apuradas desde o início do mês.

Os contratos de trabalho da MSC são firmados com base em um acordo internacional, mas para os procuradores do MPT envolvidos na operação, brasileiros contratados e prestando serviço no país estão submetidos à Consolidação das Leis do Trabalho. Ainda segundo o MPT, caso a MSC não aceite firmar um compromisso para ajuste de conduta, o órgão pode entrar com uma ação trabalhista pedindo que a Justiça determine a adequação dos contratos de trabalho à lei brasileira.

Com o resgate, foram iniciadas negociações com a empresa multinacional e subsidiárias, mas não houve avanços, pois a MSC não reconhece a condição degradante e se nega a pagar as despesas de hospedagem e passagem de retorno dos funcionários resgatados para as cidades de origem. Segundo o MPT, a MSC também não concordou com os cálculos das verbas rescisórias feitas pelos auditores fiscais do trabalho. O órgão ainda está avaliando medidas judiciais para garantir a indenização de todos os resgatados.

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.