O assunto sobre o linchamento da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, 33, no bairro Morrinhos, no Guarujá, é algo que não dá para fugir. Não está sendo fácil para os moradores digerir uma cena de espancamento na porta de casa e muito menos entender como tantos parentes, amigos e até crianças participaram da morte de uma vizinha inocente, mãe de duas filhas.
Localidade pobre do Guarujá, com cerca de 20 mil habitantes, Morrinhos tem parte das ruas de terra e alguns prédios de habitação popular. O assunto é pouco falado pelos moradores que presenciaram ou até mesmo participaram do espancamento. Há medo de represálias de criminosos. A polícia também procura responsáveis, o que colabora com o silêncio.
"É hipócrita quem diz que não viu nada. No enterro dela, havia muita gente que antes estava batendo e gritando "mata, mata!"", diz uma comerciante, que pediu anonimato. "Eu não durmo direito desde aquele dia."
O que predomina entre os moradores é um sentimento de medo, revolta e, para alguns, vergonha. Fabiane foi vítima de uma multidão que a agrediu, filmou e tirou fotos. Ela havia sido confundida com uma sequestradora de crianças - que, segundo a polícia, nem existe, através de um boato que surgiu no Facebook.
Pelos vídeos, Andressa Oliveira Gino das Neves, já reconheceu três pessoas, informação repassada a seu advogado. Mãe de duas filhas, ela tem cuidado das duas crianças de Fabiane - uma de 1 ano e outra de 12. "A mais velha chorou, chorou, mas agora está quietinha no canto dela", conta. Com informações do Estadão.
Imagem: Arquivo PessoalClique para ampliar
Mulher foi agredida ao ser confundida com uma sequestradora que nem existe.
"A cidade está estranha", diz em voz baixa a cabeleireira Maria Aparecida Oliveira, de 38 anos, dona de um salão a poucos metros de onde a agressão começou, no dia 3, um sábado. "Ficou uma imagem muito feia do bairro, tenho até vergonha de dizer onde moro", diz ela, que sempre achou o lugar sossegado.
Mulher foi agredida ao ser confundida com uma sequestradora que nem existe.Localidade pobre do Guarujá, com cerca de 20 mil habitantes, Morrinhos tem parte das ruas de terra e alguns prédios de habitação popular. O assunto é pouco falado pelos moradores que presenciaram ou até mesmo participaram do espancamento. Há medo de represálias de criminosos. A polícia também procura responsáveis, o que colabora com o silêncio.
"É hipócrita quem diz que não viu nada. No enterro dela, havia muita gente que antes estava batendo e gritando "mata, mata!"", diz uma comerciante, que pediu anonimato. "Eu não durmo direito desde aquele dia."
O que predomina entre os moradores é um sentimento de medo, revolta e, para alguns, vergonha. Fabiane foi vítima de uma multidão que a agrediu, filmou e tirou fotos. Ela havia sido confundida com uma sequestradora de crianças - que, segundo a polícia, nem existe, através de um boato que surgiu no Facebook.
Pelos vídeos, Andressa Oliveira Gino das Neves, já reconheceu três pessoas, informação repassada a seu advogado. Mãe de duas filhas, ela tem cuidado das duas crianças de Fabiane - uma de 1 ano e outra de 12. "A mais velha chorou, chorou, mas agora está quietinha no canto dela", conta. Com informações do Estadão.
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