Imagem: Reprodução
Tribunal de Justiça de São Paulo
Tribunal de Justiça de São Paulo A 11ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), decidiu condenar um vigia de escola a 12 anos de prisão em regime inicial fechado por matar o avô de uma criança por causa de um chinelo.
De acordo com a decisão, Luiz Carlos Remorini estava brincando com os netos na quadra da Escola Estadual André Nunes quando um deles, ao chutar uma bola, arremessou sem intenção o seu chinelo para o interior da escola vizinha, a Emei Célia Camargo Penteado, onde Osvaldo Soares de Oliveira trabalhava como vigia. O crime ocorreu em 2008 na capital paulista.
A relatora, desembargadora Maria Tereza do Amaral, não aceitou a tese de que o réu agiu em legítima defesa e manteve a condenação. "Por encontrar-se desmaiada após ser atingida por uma pedrada, a vítima não tinha a menor chance de reação e mesmo assim foi executada covardemente por disparos à queima roupa", afirmou Maria Tereza em seu voto. A decisão foi unânime e acompanhada pelos demais desembargadores.
Pela grade que separa os dois estabelecimentos de ensino, Remorini avisou Oliveira de que seu neto iria pular o muro para buscar o chinelo. De acordo com o TJ, quando a criança pulou o muro, foi recebida a pedradas pelo vigia, causando revolta na vítima. Os dois discutiram e Remorini pulou o muro da escola e também foi recebido a pedradas. Mesmo com o avô caído após ser atingido por uma pedrada, o vigia sacou a arma de fogo e disparou contra a cabeça e a nuca da vítima, enquanto Romerini ainda estava no chão, e o matou. Com informações do Terra
Ver todos os comentários | 0 |