Na operação, os policiais federais cumpriram oito mandados de prisão temporária, 33 de condução coercitiva e 37 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, São João de Meriti e em Parnaíba, no Piauí.
Em Parnaíba, duas pessoas foram ouvidas na manhã desta quarta-feira, mas ninguém foi preso. O delegado Nivaldo Feitosa, da Polícia Federal de Parnaíba acompanha a Operação.
Operação Arcanus De acordo com a Polícia Federal, os mandados foram expedidos contra cinco servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e três policiais federais. Um soldado integrante da Marinha deve ser conduzido para prestar depoimento.
Ainda segundo a PF, a Anvisa que emitia um Certificado de Controle Sanitário de Bordo para as embarcações, sem fazer inspeções e os policiais envolvidos não adotavam o procedimento imigratório regular.
Em comunicado, a Polícia Federal disse que os crimes envolvem corrupção ativa, corrupção passiva, concussão (quando servidor público exige dinheiro em razão do cargo que ocupa), inserção de dados falsos no sistema, organização criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Os presos serão indiciados dependendo do grau de participação e envolvimento.
O nome da operação, Arcanus (termo latim que significa oculto ou escondido), refere-se ao modo de como os crimes teriam sido praticados em áreas de controle e acesso restrito.
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