Fechar
GP1

Brasil

Moro manda soltar ex-secretário do PT e mantém Ronan Pinto preso

Ambos foram presos na 27ª fase da Operação Lava Jato.

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, decidiu na noite de ontem (05), mandar soltar o ex-secretário-geral do Partido dos Trabalhadores (PT), Sílvio Pereira, e converteu a prisão do empresário Ronan Maria Pinto em preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.

Imagem: Rodrigo Félix LealSílvio Pereira (de camiseta branca) e Ronan Maria Pinto (de terno preto) (Imagem:Rodrigo Félix Leal)Sílvio Pereira (de camiseta branca) e Ronan Maria Pinto (de terno preto) 

Os dois foram presos preventivamente no dia primeiro de abril, investigados na 27ª fase da Lava Jato, na Operação batizada de “Carbono 14”. A prisão preventiva, no entanto, tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco dias ou convertida em temporária.

Sobre a soltura do ex-secretário do PT, Moro reitera que ele está proibido de sair do Brasil e deve entregar o passaporte em até três dias. Sílvio também deve comparecer no atos do processo e também deve atender as intimidações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) por telefone. “Quanto a Sílvio José Pereira, reputo ausentes os pressupostos suficientes para a decretação da prisão preventiva. Como adiantado, a sua participação na solicitação do aludido empréstimo por ora foi afirmada apenas pelo condenado Marcos Valério, o que é insuficiente para medida tão drástica. Quanto aos pagamentos efetuados a ele e a empresas deles por empreiteiras envolvidas no esquema criminoso da Petrobras, sem embargo dos argumentos do MPF, entendo que ainda é necessário aprofundamento das investigações antes das conclusões”, explicou.

“Operação Carbono 14”
A força-tarefa da Lava Jato investiga nesta fase o esquema de desvio de dinheiro decorrente da gestão fraudulenta do Banco Schahin. No dia 14 de dezembro, o amigo de Lula e pecuarista José Carlos Bumlai, confessou à PF que o PT pegou R$ 12 milhões emprestados do banco através de “laranjas” para financiar campanhas eleitorais do partido. Os crimes investigados nesta fase são corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, extorsão, fraude e falsidade ideológica.

De acordo com os policiais, há evidências de que uma quantia desse empréstimo foi destinada a um empresário carioca por articulação do PT. "A partir de diligências, descobriu-se que, do valor total emprestado de R$ 12 milhões a Bumlai, pelo menos R$ 6 milhões tiveram como destino o empresário do município de Santo André (SP), Ronan Maria Pinto. Como ressaltou a decisão que decretou as medidas cautelares, a fiar-se no depoimento dos colaboradores e do confesso José Carlos Bumlai, os valores foram pagos a Ronan Maria Pinto por solicitação do Partido dos Trabalhadores”, declarou a força-tarefa.

A ação está aconteceu em algumas cidades do Estado de São Paulo, como Osasco, Santo André e Carapicuíba. 50 policiais estão cumprindo 12 ordens judiciais, sendo duas prisões temporárias contra Ronan Pinto e o ex-secretário do PT, Silvio Pereira; duas conduções coercitivas (depoimento obrigatório à polícia), uma contra o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e outra contra Breno Altman. Há também oito mandados de busca e apreensão nas empresas ‘Expresso Santo André’ e ‘DNP Eventos’, segundo informações da Agência Brasil.

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.