O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, decidiu na noite de ontem (05), mandar soltar o ex-secretário-geral do Partido dos Trabalhadores (PT), Sílvio Pereira, e converteu a prisão do empresário Ronan Maria Pinto em preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.
Os dois foram presos preventivamente no dia primeiro de abril, investigados na 27ª fase da Lava Jato, na Operação batizada de “Carbono 14”. A prisão preventiva, no entanto, tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco dias ou convertida em temporária.
Sobre a soltura do ex-secretário do PT, Moro reitera que ele está proibido de sair do Brasil e deve entregar o passaporte em até três dias. Sílvio também deve comparecer no atos do processo e também deve atender as intimidações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) por telefone. “Quanto a Sílvio José Pereira, reputo ausentes os pressupostos suficientes para a decretação da prisão preventiva. Como adiantado, a sua participação na solicitação do aludido empréstimo por ora foi afirmada apenas pelo condenado Marcos Valério, o que é insuficiente para medida tão drástica. Quanto aos pagamentos efetuados a ele e a empresas deles por empreiteiras envolvidas no esquema criminoso da Petrobras, sem embargo dos argumentos do MPF, entendo que ainda é necessário aprofundamento das investigações antes das conclusões”, explicou.
“Operação Carbono 14”
A força-tarefa da Lava Jato investiga nesta fase o esquema de desvio de dinheiro decorrente da gestão fraudulenta do Banco Schahin. No dia 14 de dezembro, o amigo de Lula e pecuarista José Carlos Bumlai, confessou à PF que o PT pegou R$ 12 milhões emprestados do banco através de “laranjas” para financiar campanhas eleitorais do partido. Os crimes investigados nesta fase são corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, extorsão, fraude e falsidade ideológica.
De acordo com os policiais, há evidências de que uma quantia desse empréstimo foi destinada a um empresário carioca por articulação do PT. "A partir de diligências, descobriu-se que, do valor total emprestado de R$ 12 milhões a Bumlai, pelo menos R$ 6 milhões tiveram como destino o empresário do município de Santo André (SP), Ronan Maria Pinto. Como ressaltou a decisão que decretou as medidas cautelares, a fiar-se no depoimento dos colaboradores e do confesso José Carlos Bumlai, os valores foram pagos a Ronan Maria Pinto por solicitação do Partido dos Trabalhadores”, declarou a força-tarefa.
A ação está aconteceu em algumas cidades do Estado de São Paulo, como Osasco, Santo André e Carapicuíba. 50 policiais estão cumprindo 12 ordens judiciais, sendo duas prisões temporárias contra Ronan Pinto e o ex-secretário do PT, Silvio Pereira; duas conduções coercitivas (depoimento obrigatório à polícia), uma contra o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e outra contra Breno Altman. Há também oito mandados de busca e apreensão nas empresas ‘Expresso Santo André’ e ‘DNP Eventos’, segundo informações da Agência Brasil.
Imagem: Rodrigo Félix Leal
Sílvio Pereira (de camiseta branca) e Ronan Maria Pinto (de terno preto)
Sílvio Pereira (de camiseta branca) e Ronan Maria Pinto (de terno preto) Os dois foram presos preventivamente no dia primeiro de abril, investigados na 27ª fase da Lava Jato, na Operação batizada de “Carbono 14”. A prisão preventiva, no entanto, tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco dias ou convertida em temporária.
Sobre a soltura do ex-secretário do PT, Moro reitera que ele está proibido de sair do Brasil e deve entregar o passaporte em até três dias. Sílvio também deve comparecer no atos do processo e também deve atender as intimidações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) por telefone. “Quanto a Sílvio José Pereira, reputo ausentes os pressupostos suficientes para a decretação da prisão preventiva. Como adiantado, a sua participação na solicitação do aludido empréstimo por ora foi afirmada apenas pelo condenado Marcos Valério, o que é insuficiente para medida tão drástica. Quanto aos pagamentos efetuados a ele e a empresas deles por empreiteiras envolvidas no esquema criminoso da Petrobras, sem embargo dos argumentos do MPF, entendo que ainda é necessário aprofundamento das investigações antes das conclusões”, explicou.
“Operação Carbono 14”
A força-tarefa da Lava Jato investiga nesta fase o esquema de desvio de dinheiro decorrente da gestão fraudulenta do Banco Schahin. No dia 14 de dezembro, o amigo de Lula e pecuarista José Carlos Bumlai, confessou à PF que o PT pegou R$ 12 milhões emprestados do banco através de “laranjas” para financiar campanhas eleitorais do partido. Os crimes investigados nesta fase são corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, extorsão, fraude e falsidade ideológica.
De acordo com os policiais, há evidências de que uma quantia desse empréstimo foi destinada a um empresário carioca por articulação do PT. "A partir de diligências, descobriu-se que, do valor total emprestado de R$ 12 milhões a Bumlai, pelo menos R$ 6 milhões tiveram como destino o empresário do município de Santo André (SP), Ronan Maria Pinto. Como ressaltou a decisão que decretou as medidas cautelares, a fiar-se no depoimento dos colaboradores e do confesso José Carlos Bumlai, os valores foram pagos a Ronan Maria Pinto por solicitação do Partido dos Trabalhadores”, declarou a força-tarefa.
A ação está aconteceu em algumas cidades do Estado de São Paulo, como Osasco, Santo André e Carapicuíba. 50 policiais estão cumprindo 12 ordens judiciais, sendo duas prisões temporárias contra Ronan Pinto e o ex-secretário do PT, Silvio Pereira; duas conduções coercitivas (depoimento obrigatório à polícia), uma contra o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e outra contra Breno Altman. Há também oito mandados de busca e apreensão nas empresas ‘Expresso Santo André’ e ‘DNP Eventos’, segundo informações da Agência Brasil.
Ver todos os comentários | 0 |