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Fundador da Gol é condenado por morte de líder comunitário

Nenê é acusado de encomendar a morte do líder comunitário Márcio Brito, em 2001.

Nesta sexta-feira (12), Nenê Constantino, fundador da empresa GOL Linhas Aéreas, foi condenado a 16 anos e seis meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e corrupção de testemunha. Nenê é acusado de encomendar a morte do líder comunitário Márcio Brito, em 2001. Ele terá que pagar ainda uma multa de R$ 84 mil.

Mais outros quatro réus foram a julgamento. João Alcides foi condenado a 17 anos e seis meses de prisão por homicídio qualificado e corrupção de testemunha, além de multa. João Marques, Vanderlei Batista e Victor Bethônico foram condenados pelo crime de homicídio qualificado – os dois últimos foram absolvidos do crime de corrupção de testemunha.

  • Foto: Dida Sampaio/AE/VEJANenê ConstantinoNenê Constantino

Márcio Brito foi assinado em 12 de outubro de 2001, com três tiros, em frente à sua casa, em Brasília. Ele era líder de um grupo de cem pessoas que ocupou terreno em que estava a garagem de ônibus da viação Planeta, pertencente a Nenê, em Taguatinga.

Nenê tentou expulsou os ocupantes e chegou a ameaçar pessoalmente Brito, que teve a casa incendiada meses antes de ser morto.

De acordo com a Veja, o pistoleiro João Marques sofreu um atentado depois de depor contra Constantino, em 2011.Ele havia confessando participação no assassinato de Márcio Brito, a mando de Nenê.

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