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Polícia Federal investiga saques indevidos do Auxílio Emergencial em SP

Operação Parasitas visa desarticular grupo criminoso que se apropriava ilegalmente de benefícios sociais.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (8/9) a Operação Parasitas, com o objetivo de combater fraudes relativas a saques indevidos do benefício social nominado Auxílio Emergencial ocorridas, principalmente, na zona sul de São Paulo.

Participam da ação 18 policiais federais, os quais estão cumprindo 5 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão preventiva, todos em São Paulo/SP. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo/SP.

Os crimes eram cometidos por uma associação criminosa que atuava da seguinte forma: agentes públicos com acesso ao CadÚnico eram cooptados pela associação criminosa para alterarem os dados de pessoas de baixa renda constantes do referido sistema de cadastramento, em especial, os nomes das mães e endereços.

Os membros da associação criminosa ligavam no canal de atendimento da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF e solicitavam o encaminhamento dos cartões cidadãos para os endereços fictícios e em comum cadastrados pelos agentes públicos cooptados. Com a ajuda de um carteiro dos Correios, esses cartões chegavam à posse dos membros da associação criminosa.

Em sequência, na posse dos cartões desviados, os membros da associação telefonavam para a URA (Unidade de Resposta Audível) da CEF e realizavam o pré-cadastramento de suas senhas. Posteriormente, os membros dessa associação se dirigiam a uma lotérica situada na zona sul e efetivavam a confirmação daquelas senhas, com o auxílio de uma funcionária do estabelecimento, que recebia cerca de R$ 30 por senha confirmada.

Enfim, o grupo executava os saques indevidos dos benefícios em diversas agências bancárias de São Paulo, sempre no exato dia e na primeira hora em que os benefícios eram liberados (dependendo do último número do NIS), a fim de evitar que os reais beneficiários identificassem as fraudes a tempo e os benefícios fossem bloqueados.

Conforme registrado em interceptação de ligações telefônicas, os membros da associação criminosa vinham atuando em fraudes contra diversos programas sociais (seguro desemprego, bolsa família, etc) há cerca de 4 anos, além de promoverem outras fraudes contra particulares.

Calcula-se que a associação criminosa tenha se apropriado de, pelo menos, 45 auxílios emergenciais, prejudicando pessoas de baixa renda que efetivamente necessitam do benefício para suportar os efeitos adversos da pandemia.

Os investigados irão responder por furto qualificado e associação criminosa, podendo pegar até 11 anos de prisão.

*A operação foi denominada Parasitas, pois ficou registrado que os membros da associação criminosa vêm, reiteradamente, há cerca de 4 anos, se apropriando, sugando, parasitando, recursos destinados pelo Governo Federal para a melhoria de vida de pessoas de baixa renda. Além disso, grande parte dos membros não possui qualquer ocupação lícita, vivendo por conta de promover fraudes contra terceiros.

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