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Hamilton Mourão publica plano de redução de desmatamento na Amazônia

A meta do vice-presidente é atingir a média registrada entre 2016 e 2020.
Por Estadão Conteúdo

O vice-presidente Hamilton Mourão publicou no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 14, o Plano Amazônia 2021/2022, sobre as metas de redução do desmatamento na região amazônica. Em fevereiro, Mourão, que preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal, já havia antecipado que o foco do plano seria intensificar a fiscalização em 11 municípios da região com as taxas mais altas de desmate.

O plano formaliza uma meta de redução do desmate e das queimadas ilegais aos níveis médios registrados entre 2016 e 2020 (foi de 8.718,6 km2) pelo Prodes, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

A divulgação do documento ocorre às vésperas da realização da Cúpula dos Líderes sobre o Clima, organizada pelo governo americano. Além de Bolsonaro, mais 39 líderes mundiais foram convidados pela gestão Joe Biden para o encontro, nos dias 22 e 23 de abril.

Mourão informou ter elaborado documento que será encaminhado ao presidente sobre os principais pontos relacionados à política ambiental brasileira e à Amazônia. Mourão disse que não deve participar de nenhuma reunião prévia ao evento.

"Apenas fiz um documento com alguns pontos que consideramos importantes que estejam no discurso do presidente e estou encaminhando para o presidente", disse. Mourão também negou que haja pressão do governo Biden. Segundo ele, o Planalto tem "mantido o diálogo aberto" com os EUA.

Na manhã desta quarta, em conversa com jornalistas ao chegar ao Palácio do Planalto, Mourão reconheceu a piora nos números do desmatamento em março. "Tivemos um mês de março ruim, apesar do acumulado de agosto (de 2020) até agora estar com 19% de redução. E onde é que está acontecendo? Naqueles municípios selecionados, exatamente", disse. "Então, estamos pressionando para que o pessoal que está em campo seja mais efetivo na fiscalização", citou.

Segundo o vice-presidente, a contratação de agentes temporários para intensificar a fiscalização segue no radar, mas depende das negociações do Orçamento de 2021. "Vou fazer reunião agora quinta-feira com os ministros dos ministérios que estão na linha de frente desse combate para ver os problemas que eles estão enfrentando, e tem essa questão de contratação, que neste momento que estamos vivendo, está complicado, mas vamos ter que arrumar uma solução para isso", afirmou Mourão.

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