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Médico anestesista preso no Rio é indiciado por estupro de vulnerável

Caso condenado, Giovanni Quintella Bezerra pode pegar pena que varia de 8 a 14 anos de detenção.

O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 32 anos, foi preso em flagrante e indiciado por estupro de vulnerável, após ser gravado colocando o pênis na boca de uma mulher durante uma cesárea em um hospital público de São João do Meriti, no Rio de Janeiro. A pena varia de 8 a 14 anos de prisão.

Entenda o caso

Desconfiadas do comportamento do médico em outras cirurgias – como o excesso de sedativo aplicado e o posicionamento perto do rosto das pacientes –, enfermeiras do Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, posicionaram no domingo, 10, um celular em um armário na sala de cirurgia para gravar o anestesista.

- Nas imagens, reveladas pela TV Globo, Bezerra aparece colocando o pênis na boca da paciente, que foi sedada por ele, durante uma cesariana. Ele ficou separado da equipe que conduzia a cirurgia pelo lençol usado nesse tipo de procedimento. Durante o abuso, que durou 10 minutos, ele olha para os lados e tenta se movimentar pouco.

- Após ver o conteúdo gravado, a equipe do hospital acionou a polícia. Em outro vídeo, o anestesista demonstra surpresa ao ser informado pela delegada Bárbara Lomba, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de São João de Meriti, estar sendo preso em flagrante por estupro. Ao ouvir que há imagens que mostram o crime, o médico mais uma vez demonstra estar surpreso.

- A polícia passa também a investigar outros casos suspeitos. O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu um procedimento cautelar para suspensão imediata das atividades do médico. "A medida foi tomada em caráter de urgência, em decorrência da gravidade do caso apresentado e de evidências registradas por meio de vídeos gravados na sala de cirurgia", disse o Cremerj em nota.

- Também em nota, a Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado de Saúde, responsáveis pelo Hospital da Mulher, dizem que será aberta uma sindicância interna para tomar as medidas cabíveis contra o médico. “A equipe do Hospital da Mulher está prestando todo apoio à vítima e à sua família. Esse comportamento, além de merecer nosso repúdio, constitui-se em crime, que deve ser punido de acordo com a legislação em vigor.”

- Formado em 2017 no Centro Universitário de Volta Redonda (Unifoa), o médico recebeu em abril deste ano o diploma da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, conforme ele próprio divulgou em uma rede social, cujo acesso passou a ser privado ao longo dessa segunda-feira.

- Giovanni Bezerra gostava de publicar sua rotina médica no Instagram. Em várias fotos, aparece com uniformes usados em salas cirúrgicas. Em uma delas, escreveu: "Em frente, vou ganhando meu espaço na profissão que escolhi fazer a diferença".

Em outra, disse: "Vocês vão ouvir falar muito de mim".

- O anestesista foi indiciado por estupro de vulnerável porque a vítima estava dopada e, portanto, não tinha discernimento e nem poderia oferecer resistência.

Veja o que diz o Artigo 217-A do Código Penal

- Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:

Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.

§ 1o Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.

- Segundo o G1, o Tribunal de Justiça do Rio marcou para a tarde desta terça-feira, 12, a audiência de custódia de Giovanni Quintella Bezerra. Na ocasião, será decidido se o médico, detido em flagrante, seguirá preso.

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